GAECO fecha o cerco no Planalto Norte de SC contra suspeito de induzir adolescente a atos violentos na internet
Força-tarefa cibernética cumpre mandado em Rio Negrinho para desarticular rede de radicalização, discursos de ódio e incentivo à violência extrema nas redes sociais. Fotos: MPSC
Por Equipe Jornal Razão·31 jul 2026·4 min de leitura·Atualizado há 18 dias
Foto: Reprodução
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O ambiente virtual voltou a ser palco de uma rigorosa intervenção das autoridades de segurança em Santa Catarina. Na manhã desta sexta-feira (31), o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), por meio de sua divisão especializada CyberGAECO, deflagrou a Operação “Éris” na cidade de Rio Negrinho. A ação, realizada em apoio à 2ª Promotoria de Justiça local, deu cumprimento a um mandado de busca e apreensão expedido pela 2ª Vara da Comarca, mirando um esquema velado de incentivo à violência extrema na internet.
As investigações ganharam força após um alerta preocupante: uma adolescente estaria sendo sistematicamente induzida, por meio de redes sociais, à prática de atos violentos por um indivíduo localizado no estado. A partir de avançadas técnicas de rastreamento e inteligência cibernética, os investigadores conseguiram romper o anonimato digital, mapear os rastros do suspeito e vincular sua atuação direta a um endereço no município catarinense.
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Apreensão de dispositivos
No local alvo da operação, os agentes apreenderam dispositivos e materiais que agora seguirão para a Polícia Científica. O objetivo central da perícia é extrair provas concretas para consolidar a autoria do crime, dimensionar o alcance do contágio digital e identificar se há uma rede mais ampla de envolvidos nesse tipo de articulação.
Após a conclusão dos laudos técnicos, os dados serão minerados pelo CyberGAECO para instruir o processo criminal.
O nome batizado para a ofensiva reflete a gravidade do cenário. Na mitologia grega, Éris é a deusa da discórdia e do conflito, uma analogia precisa para descrever o uso intencional de plataformas digitais para disseminar discursos de ódio, radicalizar jovens e transformar a influência virtual em combustível para a desordem e a violência no mundo real.
A operação reforça a atuação do CyberGAECO, uma força-tarefa de elite criada no âmbito do GAECO do Ministério Público de Santa Catarina. Integrando esforços da Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal, Receita Estadual e Corpo de Bombeiros Militar, o grupo atua de forma estratégica no combate, prevenção e neutralização de crimes graves cometidos nas sombras da internet.