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Golpistas usavam dados reais de beneficiários de plano de saúde para aplicar fraudes em SC

Operação Placebo cumpriu oito mandados em três estados e investiga como suspeitos tiveram acesso a informações reais de beneficiários

Golpistas usavam dados reais de beneficiários de plano de saúde para aplicar fraudes em SC
Foto: Reprodução
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A Polícia Civil deflagrou uma operação contra um grupo investigado por usar dados reais de beneficiários de um plano de saúde para aplicar golpes em Santa Catarina. Segundo a investigação, os suspeitos tinham acesso a informações relacionadas a pedidos de reembolso e adesões efetivamente realizados pelas vítimas e utilizavam esses dados para dar credibilidade às abordagens.

Batizada de “Operação Placebo”, a ação foi realizada na manhã de quarta-feira (26) e resultou no cumprimento de oito mandados de busca e apreensão. As ordens judiciais foram executadas em Palhoça e Criciúma, em Santa Catarina; na capital paulista e em Campinas, no estado de São Paulo; e no Distrito Federal.

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A investigação começou após uma comunicação formal feita pelo plano de assistência à saúde dos servidores públicos estaduais de Santa Catarina e seus dependentes. A instituição informou à polícia que sua identidade estava sendo utilizada indevidamente para aplicar golpes contra beneficiários.

De acordo com as apurações, os suspeitos entravam em contato com as vítimas principalmente pelo WhatsApp e se apresentavam como funcionários ou representantes do plano de saúde. Durante as conversas, mencionavam dados pessoais verdadeiros e informações sobre procedimentos que os beneficiários haviam solicitado anteriormente.

A utilização dessas informações chamou a atenção dos investigadores. Em diferentes casos, as abordagens ocorreram depois que os beneficiários fizeram pedidos reais de reembolso ou solicitaram adesão ao plano. A Polícia Civil agora tenta descobrir como o grupo teve acesso a esses dados.

Durante os contatos, os suspeitos alegavam que determinados procedimentos precisavam ser realizados para liberar supostos reembolsos ou regularizar serviços. As vítimas recebiam links maliciosos, aplicativos falsos ou eram orientadas a fornecer e validar informações pessoais e bancárias.

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Conforme a Polícia Civil, as fraudes resultaram ou tinham como objetivo realizar transferências via PIX, contratar empréstimos em nome das vítimas, acessar aplicativos bancários e efetuar compras de valores elevados.

Até o momento, a investigação identificou pelo menos seis registros policiais envolvendo vítimas de diferentes cidades de Santa Catarina. Também foram encontrados diversos números de telefone e endereços eletrônicos que teriam sido utilizados na execução dos golpes.

A operação contou com o apoio das polícias civis do Distrito Federal e de São Paulo, além do Ciberlab, do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos dispositivos eletrônicos, documentos e outros materiais que serão analisados pelos investigadores.

Com o material recolhido, a polícia pretende identificar outros possíveis integrantes do esquema, descobrir a origem das informações utilizadas nas abordagens e determinar quantas pessoas foram vítimas, além dos valores movimentados pelo grupo.

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Os investigados poderão responder, de acordo com a participação de cada um e o avanço das apurações, por estelionato qualificado por meio eletrônico, falsa identidade e associação criminosa. Outros crimes também poderão ser identificados durante a investigação.

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