Os policiais militares entraram na casa e encontraram o homem sentado em uma cadeira, com as mãos erguidas, avisando que não iria reagir. No corredor do mesmo imóvel, no Centro de Imbituba, a companheira dele estava caída no chão, ensanguentada, sem consciência e com dificuldade para respirar.
Arnaldo Emidio Vilela, de 63 anos, natural de Pernambuco, foi preso em flagrante por volta das 14h27 desta segunda-feira (3), na Rua Otacílio de Carvalho, no Centro do município do Sul de Santa Catarina. A mulher atacada, de 47 anos, natural de Goiás, não resistiu aos ferimentos e morreu horas depois no Hospital São Camilo.
De acordo com a Polícia Militar, a corporação foi acionada pelo Copom para atender à ocorrência. Ao chegar ao endereço, a guarnição foi recebida por pessoas que estavam na frente da residência e afirmaram que o homem havia esfaqueado a esposa e continuava dentro da casa.
Mãos erguidas na sala
Questionado sobre onde estava a mulher, ele apontou o corredor. A vítima foi localizada no local indicado, agonizando. Uma equipe de socorro foi acionada com prioridade, e outras guarnições da Polícia Militar chegaram em seguida para dar apoio ao atendimento.
O homem recebeu voz de prisão ainda dentro da casa. Ele também apresentava um ferimento no peito e acabou encaminhado ao mesmo hospital que a companheira, sob custódia policial.
Foi durante o atendimento médico ao preso que a equipe do hospital informou aos policiais que a mulher não havia resistido aos ferimentos. Segundo a Polícia Militar, ela foi atingida por múltiplos golpes de faca.
Criança de 11 anos presenciou
O casal, os dois vindos de outros estados e residentes em Imbituba, tem um filho de 11 anos, que presenciou toda a situação. Por causa disso, o Conselho Tutelar foi acionado ainda durante a ocorrência para acompanhar o caso e adotar as medidas de proteção à criança.
Ao ser abordado, o autor alegou aos policiais ter descoberto uma traição da companheira. A motivação passional é a versão apresentada por ele e ainda precisa ser confirmada pela investigação.
Nenhum dos dois tinha passagens policiais anteriores. Não havia registro de boletins de ocorrência prévios entre o casal, o que reforça o caráter súbito com que a agressão fatal aconteceu dentro de casa, em plena tarde de segunda-feira.
O que vem agora
A Polícia Civil esteve no local e assumiu a apuração. A Polícia Científica também foi acionada para os procedimentos de identificação e perícia. O preso permaneceu à disposição da Justiça.
Casos com esse perfil, em que a agressão parte do companheiro e ocorre dentro da residência, costumam ser enquadrados como feminicídio, qualificadora que agrava a pena do homicídio. A tipificação final será definida pela Polícia Civil ao concluir o inquérito.
Denúncias de violência doméstica podem ser feitas pelo Ligue 180, pelo 190 em situações de emergência ou diretamente em qualquer delegacia. O caso segue sob investigação.


































