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Juiz nega prisão de homem que matou vizinho em SC e caso tem reviravolta inacreditável

A morte de Diogo Casemiro Monich da Silva, 41 anos, ganhou novos contornos cinco meses após o crime que abalou a comunidade de Rio Herta, interior de Rio dos Cedros, no Vale do Itajaí, em Santa Catarina.

Juiz nega prisão de homem que matou vizinho em SC e caso tem reviravolta inacreditável
Foto: Reprodução
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A morte de Diogo Casemiro Monich da Silva, 41 anos, ganhou novos contornos cinco meses após o crime que abalou a comunidade de Rio Herta, interior de Rio dos Cedros, no Vale do Itajaí, em Santa Catarina.

Antes tratado como um conflito pontual entre vizinhos, o caso revelou uma reviravolta que só agora levou o principal suspeito para trás das grades.

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Diogo, morador de Joinville, havia comprado um pequeno sítio na região para usar como refúgio nos finais de semana. Era descrito como tranquilo, reservado e avesso a confusão. Mas o sossego durou pouco. As brigas com o vizinho Édson Ricardo, 19 anos na época, tornaram-se rotina. As ocorrências registradas pela própria vítima tratavam sempre do mesmo problema: som alto, festas frequentes e discussões que se arrastavam há meses.

Na noite de 30 de maio de 2025, Diogo foi baleado ao entrar no próprio carro após sair de um estabelecimento rural. O veículo permaneceu parado em uma área de mata, onde moradores encontraram o corpo na manhã seguinte, atingido por disparo de arma de fogo.

As investigações conduzidas pelo delegado Aderlan logo apontaram Édson Ricardo como o principal suspeito.

Com o avanço das diligências, a equipe do delegado Aderlan constatou que o suspeito não apenas teria matado o vizinho, como continuou cometendo crimes mesmo depois do homicídio.

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O relatório detalhado enviado ao Ministério Público registrou que, dias após a morte de Diogo, Édson Ricardo teria invadido e furtado a casa da própria vítima, aproveitando a ausência da família, que havia deixado o imóvel por medo de novos ataques.

Em junho de 2025, diante dos elementos reunidos, a Polícia Civil pediu a prisão preventiva do suspeito. O juiz da Comarca de Timbó, porém, negou o pedido e determinou apenas monitoramento por tornozeleira eletrônica, medida considerada insuficiente tanto pela Polícia Civil quanto pelo Ministério Público, que alertaram para a reiteração criminosa e para o risco à ordem pública.

O Ministério Público recorreu ao Tribunal de Justiça de Santa Catarina. Ao analisar novamente o caso, o TJSC acolheu os argumentos da investigação conduzida pelo delegado Aderlan e decretou a prisão preventiva de Édson Ricardo.

A reviravolta final ocorreu na tarde de 26 de novembro de 2025, quando equipes da Delegacia de Rio dos Cedros, com apoio do Setor de Investigações e Capturas da DPCo de Timbó, localizaram o suspeito em sua casa, no bairro Rio Rosina. Ele foi preso sem resistência e conduzido à delegacia para os procedimentos formais antes do encaminhamento ao sistema prisional.

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A Polícia Civil destacou que a captura representa um passo essencial para a responsabilização do crime e reforça o compromisso com a segurança da comunidade local.

Diogo, que sonhava em transformar o sítio em um espaço de descanso, deixou esposa, filho e amigos enlutados. Nas redes sociais, ele foi lembrado como “um cara da paz mesmo” e “gente boa”, encerrando tragicamente um conflito que começou por causa de som alto e terminou em morte.

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