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Mãe diz que colégio de Itapema obrigou filho autista a limpar sala de aula sozinho

A cobrança dos pais na escola terminou em discussão com o marido de uma funcionária, que nega ter chamado o pai pra briga

Imagem ilustrativa gerada por IA de aluno limpando mesa em sala de aula
Imagem ilustrativa gerada por IA
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A mãe de um aluno autista de 9 anos diz que o filho foi obrigado a limpar a sala de aula sozinho em uma escola particular no Centro de Itapema (SC). Ela e o marido foram ao colégio cobrar explicações no dia seguinte, e a visita terminou em discussão com o marido de uma funcionária e com a Polícia Militar no local.

A mãe conta que estranhou a situação assim que soube do que tinha acontecido. Para ela, o filho foi tratado como se estivesse ali pra fazer faxina. O casal chegou ao colégio pedindo pra falar com o diretor e pra ter acesso às imagens das câmeras de monitoramento.

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Na recepção, o pai, de 49 anos, natural de Xanxerê, estava nervoso e falava alto. Quem atendeu o casal foi a responsável pelo ensino fundamental, que informou que o diretor não estava na escola. Os dois começaram a discutir.

Segundo a funcionária, o pai chegou gritando na portaria, bateu várias vezes na mesa e seguiu alterado mesmo depois de ser convidado a esperar o diretor em uma sala. Ele admite que estava nervoso e falando alto, mas nega ter feito qualquer ameaça.

A confusão mudou de rumo com a chegada do marido da funcionária, de 45 anos, natural de Guarulhos (SP), que não trabalha no colégio. De acordo com a mãe do aluno, foi a própria funcionária quem ligou pra ele. Ele diz que tinha ido buscar a esposa pro almoço.

Pela versão da família, o homem já entrou alterado e gritando. A mãe afirma que ele perguntou “você que é a mulherzinha?” e depois chamou o pai pra brigar do lado de fora, dizendo que iria “quebrar” o marido dela na rua. O pai acrescenta que o homem prometeu colocá-lo “no lugar dele” e estava acompanhado de outras duas pessoas que também não trabalham na escola.

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O casal ligado ao colégio conta outra história. O marido da funcionária diz que encontrou o pai batendo na mesa e falando de forma descontrolada, tentou conversar e acabou discutindo com ele. Ele e a esposa negam que tenha havido convite pra briga: segundo os dois, a ideia era levar a conversa pra fora da escola porque o pai estava exaltado.

A discussão só esfriou quando a mãe avisou que chamaria a Polícia Militar. Ninguém se feriu e ninguém foi preso. A PMSC ouviu os quatro envolvidos e, diante das versões conflitantes, orientou as partes.

O episódio com o aluno em sala de aula, que motivou a ida dos pais à escola, ainda não foi esclarecido pelo colégio. O espaço segue aberto para manifestação da escola.

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