Ele prestou depoimento na madrugada de quarta-feira (4), na Central de Plantão Policial de Blumenau, onde apresentou bastante frieza ao dizer coisas como: “eu dei o tiro na cabeça, porque é tipo uma paulada, só que aí ela iria dormir para sempre”. A motivação do crime teria sido uma briga com a mulher de 34 anos sobre um aparelho celular. Após a audiência, ele ficou no local aguardando uma vaga no Casep.
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De acordo com as autoridades, ele foi transferido para o Centro pouco antes das 22h. Rafael Lorencetti, delegado responsável pelo caso, disse que ele foi autuado pela “prática do ato infracional análogo à homicídio qualificado, por conta do meio que impossibilitou a defesa da vítima, pelo feminicídio e pela utilização de arma de fogo equiparada à uso restrito, além do crime de aborto sem o consentimento da vítima”.
Além do menor, o marido da vítima e pai do bebê que ela estava esperando também foi preso em flagrante. Acontece que a arma utilizada pelo adolescente era da posse dele.
De acordo com as autoridades, a arma estava com numeração raspada. O padrasto do adolescente também foi enquadrado por negligência, já que deixou a espingarda no guarda-roupas, local de fácil acesso.
PAI DA VÍTIMA COMENTA SOBRE CRIME
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Leila foi velada nesta quarta-feira (4), em Benedito Novo. Lá, o pai dela, que presenciou o crime bárbaro, deu um depoimento à imprensa, onde afirmou que “estava mexendo no fogão quando ouviu o barulho do disparo da arma de fogo”.
Ele revelou, ainda, que as últimas palavras da filha foram “meu Deus”. Após cometer o ato contra a própria mãe, o menor fugiu. Questionado qual seria sua atitude se o neto permanecesse na casa após cometer o ato, ele disse que “estaria velando o corpo dele junto”, pois iria matá-lo.
Inclusive, mencionou que o adolescente havia sido internado outras vezes após tentar se matar.