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Tragédia em Blumenau: motociclista morre ao bater contra poste na Rua Bahia e moradores cobram volta da lombada

Homem de 46 anos morreu no local, na Rua Bahia, no bairro Salto Weissbach, a cerca de 100 metros de onde funcionava a lombada eletrônica retirada do trecho. Moradores cobram explicações da Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes sobre os critérios da mudança.

Tragédia em Blumenau: motociclista morre ao bater contra poste na Rua Bahia e moradores cobram volta da lombada
Foto: Reprodução
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A moto vermelha ficou parada a poucos metros do poste da rede pública, em frente à Capela São Cristóvão, na Rua Bahia, no bairro Salto Weissbach, em Blumenau. Por volta das 11h30 desta segunda-feira (3), enquanto as equipes de resgate se revezavam nas manobras de reanimação sobre o asfalto, a cerca de 100 metros dali estava o espaço vazio onde ficava a lombada eletrônica retirada do trecho para atender outro ponto da mesma via.

O motociclista, um homem de 46 anos, colidiu violentamente contra o poste e ficou inconsciente. As equipes tentaram reanimá-lo com desfibrilador ainda no local, mas o óbito foi confirmado na manhã desta segunda-feira, no mesmo ponto do impacto.

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O atendimento mobilizou um aparato incomum para uma via urbana. Corpo de Bombeiros Militar, SAMU, aeronave de resgate do Corpo de Bombeiros e Guarda Municipal de Trânsito trabalharam simultaneamente no trecho, que chegou a registrar retenção enquanto o fluxo era desviado.

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A lombada que saiu dali

A poucos metros do impacto está o marco que a comunidade repete há meses. A lombada eletrônica que operava em frente à capela foi retirada e transferida para outro ponto da Rua Bahia, decisão da Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes que moradores classificam como equivocada desde o primeiro dia.

“Nós lutamos anos para pôr essa lombada”, disse um morador que acompanhou o atendimento. Segundo ele, o equipamento tinha efeito prático sobre a velocidade no trecho.

Tinha lombada ali, isso aqui aliviou um monte, não morreu ninguém aqui. Agora, depois que tiraram, faz o quê?

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O mesmo morador afirmou que essa seria a oitava morte registrada na região desde a retirada do equipamento. O número não tem confirmação oficial e não foi possível verificar a contagem de forma independente, mas relatos de quem vive na rua apontam uma sequência de vítimas fatais entre o acesso à rotatória e a Rua Água Branca no mesmo período.

“A cada dois, três dias”

Uma moradora que vive há 35 anos na Rua Bahia falou emocionada durante o atendimento. “A gente já perdeu pessoas próximas da família. Faz um mês, uma menina faleceu na frente da nossa casa. Eu não sei o que a gente precisa fazer”, contou. Para ela, a situação se repete em intervalos cada vez menores. “Está insustentável para quem mora aqui. A cada dois, três dias.”

A crítica da comunidade não se limita à velocidade. A Rua Bahia é uma via estreita, sem espaço adequado para pedestres, ciclistas e patinetes, e concentra tráfego pesado. “Passam dois carros colados, caminhão, carreta, ônibus. Está muito perigoso”, disse a moradora. Ela também apontou o risco para estudantes: “Tem muitas crianças que vêm da escola e não tem onde atravessarem a Rua Bahia com segurança.”

Em frente à capela, no mesmo trecho onde o motociclista morreu, uma boca de lobo aberta chamou atenção durante o atendimento, em um ponto de grande circulação de pedestres.

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Cobrança por critérios técnicos

Nas redes sociais, a repercussão se dividiu. Parte dos moradores cobra que a Prefeitura de Blumenau apresente quais parâmetros técnicos justificaram a transferência do equipamento e afirma que a nova posição, próxima a uma curva, faz menos sentido do que a anterior. Outra parte atribui os acidentes exclusivamente à imprudência de condutores e sustenta que sinalização não substitui responsabilidade ao volante.

A ocorrência foi registrada pela Polícia Militar, que auxiliou no controle do trânsito local, e a Guarda Municipal de Trânsito atuou na organização da via durante o atendimento. Até a publicação desta reportagem, a Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes não havia divulgado se o trecho da Capela São Cristóvão será reavaliado nem quais critérios embasaram a retirada da lombada eletrônica.

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