Neurocirurgião atropela e mata mulher em evento de “arrancadão” de carros em SC
Uma mulher morreu e outras pessoas ficaram feridas após serem atropeladas por um carro de luxo durante uma apresentação no centro de Grão-Pará, na Serra Catarinense. A Polícia Civil investiga o caso.
Por Equipe Jornal Razão·22 ago 2025·4 min de leitura·Atualizado há 1 ano
Foto: Reprodução
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Um evento automobilístico realizado na noite desta sexta-feira (22) terminou em tragédia no centro de Grão-Pará, na região Sul catarinense. Durante uma apresentação de arrancada em via pública, um carro desgovernado atingiu quatro pessoas que acompanhavam a exibição. Uma mulher morreu na hora. Outras três vítimas foram socorridas com ferimentos e encaminhadas para atendimento médico. O estado de saúde delas ainda não foi divulgado oficialmente.
O acidente aconteceu em uma rua do perímetro urbano, onde dezenas de espectadores se posicionavam próximos à pista improvisada. Testemunhas relataram que o veículo perdeu o controle e invadiu a área onde estavam os populares. O impacto gerou pânico entre os presentes, com correria e gritos por socorro.
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O condutor do carro envolvido no atropelamento é um neurocirurgião. Ele permaneceu no local e prestou os primeiros atendimentos às vítimas, inclusive auxiliando na tentativa de reanimação da mulher que veio a óbito, até a chegada das equipes de emergência.
A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar as circunstâncias do acidente. Os organizadores do evento devem ser ouvidos nos próximos dias, assim como o motorista e testemunhas que presenciaram o momento da colisão.
Moradores que estavam no local afirmam que o espaço não apresentava estrutura adequada para esse tipo de atividade. Segundo relatos, a contenção entre o público e os carros era insuficiente, e havia aglomeração de pessoas muito próximas da pista. Alguns questionam como um evento de alta velocidade foi autorizado em via pública, sem as devidas garantias de segurança.
“Esse tipo de coisa deveria acontecer apenas em autódromo, não no meio da cidade”, disse um dos presentes. Outros relataram que, mesmo com a instalação de algumas barreiras, o risco era evidente, já que qualquer derrapagem poderia levar o carro diretamente contra o público. “Era questão de tempo até acontecer uma tragédia”, afirmou uma testemunha.