“Nóis somos donos do Brasil”: indigenas dão flechadas e expulsam ambulante em Florianópolis
Vídeos gravados pelas próprias vítimas revelam novos detalhes da ocorrência violenta registrada no Centro de Florianópolis, onde um artesão foi ferido por uma flecha durante um conflito envolvendo um grupo indígena e comerciantes ambulantes. As imagens mostram o momento em que pai e filho, que trabalham no local há mais de seis anos vendendo produtos … Ler mais
Por Equipe Jornal Razão·22 dez 2025·5 min de leitura·Atualizado há 7 meses
Foto: Reprodução
Publicidade
Vídeos gravados pelas próprias vítimas revelam novos detalhes da ocorrência violenta registrada no Centro de Florianópolis, onde um artesão foi ferido por uma flecha durante um conflito envolvendo um grupo indígena e comerciantes ambulantes.
As imagens mostram o momento em que pai e filho, que trabalham no local há mais de seis anos vendendo produtos de forma regular, são cercados por indígenas que exigem a saída imediata da barraca. Segundo o relato das vítimas, a ordem foi acompanhada de ameaças, gritos e intimidação.
Publicidade
Ainda de acordo com os comerciantes, após a recusa em deixar o espaço, os indígenas passaram a desmontar a barraquinha à força, derrubando mercadorias e espalhando os produtos pelo chão. O clima de tensão aumentou rapidamente, com a presença de várias pessoas armadas com arcos e flechas.
Durante a confusão, um dos indígenas disparou uma flecha que atingiu o artesão na região da orelha, causando um ferimento grave que quase resultou na perda total do membro. O homem também sofreu perfuração na região do abdômen. Pai e filho ficaram feridos e precisaram de atendimento médico.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência foi acionado e prestou socorro no local. A vítima atingida pela flecha foi encaminhada ao hospital, onde segue internada para avaliação e cuidados médicos.
A Guarda Municipal de Florianópolis interveio para conter a situação, controlar o tumulto e evitar novos ataques. Todos os envolvidos foram levados à delegacia para registro da ocorrência e apuração dos fatos. O cacique do grupo indígena acompanhou o deslocamento até a unidade policial.
Publicidade
As gravações feitas pelas vítimas reforçam a versão apresentada por pai e filho e mostram toda a sequência da ação, desde a exigência para que deixassem o local até o momento da agressão. O material já circula nas redes sociais e deve ser analisado pelas autoridades.
Até o momento, não há confirmação oficial sobre prisões ou enquadramento criminal definitivo. O caso segue sob apuração da Polícia Civil, que investiga as circunstâncias da agressão, a legalidade da ocupação do espaço público e as responsabilidades de cada envolvido.