A busca que começou nas ruas do bairro Universitário chegou à água. Uma embarcação a motor cortando o Rio Tijucas, dois mergulhadores descendo em pontos específicos do leito e um drone sobrevoando a foz do rio: é assim que o Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina procura por Célia Regina Chagas, de 64 anos, desaparecida desde a noite de sábado (8) em Tijucas.
Três frentes de busca
A operação está dividida em três frentes simultâneas. A primeira é a busca superficial, feita com uma varredura no Rio Tijucas a partir de uma embarcação a motor, que percorre o curso d’água procurando por qualquer sinal.
A segunda frente é a operação de mergulho, conduzida no local por dois bombeiros militares especializados na área. São eles que verificam os pontos que a varredura de superfície não alcança.
ASSISTA AO VÍDEO
A terceira é o monitoramento aéreo, com apoio de drones. O equipamento tem sido usado principalmente na área da foz do Rio Tijucas, onde a profundidade costuma ser muito baixa e prejudica a navegação, o que torna o trecho difícil de ser vasculhado por embarcação.
O apoio do binômio
Somado a isso, o trabalho conta com o apoio do binômio, dupla formada por um bombeiro militar e um cão treinado. Nesse tipo de ocorrência, o faro do animal é usado para indicar às equipes onde a busca deve se concentrar, tanto em terra quanto sobre a água.
Até o momento, a pessoa desaparecida não foi localizada e a operação segue em andamento.
As buscas passaram a se concentrar no rio depois que pertences que teriam sido encontrados às margens do Rio Tijucas foram associados a Célia, conforme informações divulgadas ao longo do fim de semana. A partir daí, o esforço que antes percorria ruas, praças e terrenos da região se deslocou para a água.
Em determinado momento, segundo essas mesmas informações, os trabalhos precisaram ser temporariamente suspensos por causa das condições do tempo, sendo retomados em seguida pelas equipes.
Entenda o caso
Célia Regina Chagas saiu de casa por volta das 20h30 de sábado, na Rua Rio de Janeiro, bairro Universitário, sem informar a ninguém para onde iria. Ela fechou o portão pelo lado externo com um pequeno cadeado e não levou documentos pessoais, roupas ou qualquer outro pertence. O caso foi registrado pela Polícia Militar, que fez rondas na região naquela mesma noite, como o Jornal Razão mostrou na primeira matéria sobre o desaparecimento.
Ela tem pele clara, cabelos loiros na altura dos ombros, olhos castanhos-escuros, lábios finos, compleição magra e aproximadamente 1,62 metro de altura, além de usar óculos. Quando saiu, vestia calça jeans, blusa ou moletom preto com a inscrição “Paris” e tênis branco da marca Adidas.
Como informar
Enquanto o Corpo de Bombeiros mantém a operação no rio, familiares e pessoas próximas seguem nas buscas por conta própria em Tijucas e na região. Quem tiver qualquer informação sobre o paradeiro dela pode acionar a Polícia Militar pelo telefone 190 ou procurar a delegacia de Tijucas.



























