Policiais militares prenderam André Luís Serpa Laurentino, de 34 anos, natural de Balneário Camboriú, durante uma operação na Rua Beija-Flor, em Tijucas, nesta sexta-feira (9). Com ele, a PMSC apreendeu mais de 5 kg de drogas, entre dry, maconha, MD, haxixe, cocaína e 590 comprimidos de ecstasy.
Segundo informações obtidas pelo Jornal Razão, o suspeito “só vendia pra playboy”, como é chamado na gíria o cliente de maior poder aquisitivo. O que a polícia encontrou com ele combina com esse público: além da maconha comum, havia dry, haxixe, MD e ecstasy, drogas que custam várias vezes mais no tráfico.
A lista do material recolhido tem 2 kg de dry, 3,2 kg de maconha, 133 gramas de MD, 74 gramas de haxixe, 590 unidades de ecstasy e 2 gramas de cocaína. Os policiais também levaram duas balanças de precisão, dois celulares e um carro, um Volkswagen Nivus cinza. Em vídeo do Batalhão de Choque, gravado em Tijucas, aparecem os tabletes no banco do carro e toda a droga reunida sobre uma mesa.
O dry estava dividido em 20 tabletes embrulhados em plástico filme e marcados com um adesivo verde do Boston Celtics, time de basquete da NBA. As imagens da operação mostram os pacotes no banco do Nivus, primeiro espalhados ao lado de um celular e depois enfileirados.






O dry é um concentrado de resina da maconha, extraído da planta seca sem solventes químicos e associado no tráfico ao haxixe paquistanês, como explicaram reportagens do Correio do Estado e do A Crítica, de Mato Grosso do Sul. A droga é valorizada pela alta concentração de THC, o princípio ativo da maconha, e pelo processo de refino.
O preço acompanha. Em abril deste ano, as forças de segurança de Mato Grosso do Sul calcularam que cada quilo de dry apreendido no estado valia mais de R$ 70 mil. Em Campo Grande, a Guarda Civil Metropolitana estimou a grama em cerca de R$ 180 ao apreender 700 gramas da droga escondidas em pacotes de tereré nos Correios, em junho de 2025, segundo o Campo Grande News. Pela conta mais baixa, só os 2 kg de dry apreendidos em Tijucas passariam de R$ 140 mil.

A maconha comum, prensada, sai por uma fração disso. O estudo Dinâmicas do Mercado de Drogas Ilícitas no Brasil, do Ministério da Justiça com o UNODC, o escritório da ONU sobre drogas e crime, encontrou o quilo a R$ 1.300 em média no Paraná e a R$ 700 em São Paulo, com dados das polícias de 2022. No mesmo levantamento, a grama do haxixe custava R$ 23 em São Paulo, mais de dez vezes os R$ 2 da grama da maconha comum.
As drogas sintéticas também ficam no alto da tabela. No Paraná, o comprimido de ecstasy saía em média por R$ 30 e a unidade de MD, a forma pura e cristalina do MDMA, por R$ 100, enquanto a grama da maconha custava R$ 5. O estudo descreve o ecstasy como uma droga usada em eventos sociais, pelo efeito estimulante.
Outra parte da droga estava em cima de uma cama: um tablete de maconha envolto em plástico filme e saquinhos com comprimidos de várias cores e com pó, ao lado de uma colher e de uma caixa de papelão aberta.
Depois, todo o material foi reunido em cima de uma mesa, diante de um banner da Polícia Militar de Santa Catarina. Junto das drogas aparecem as duas balanças, um rolo de plástico filme, saquinhos com fecho ainda vazios e os dois celulares.
A ação foi coordenada pelas agências de inteligência do Batalhão de Polícia Militar de Choque (BPChoque) e do 12º Batalhão de Polícia Militar (12º BPM), com equipes do GTAM, do Choque, e da Rocam do 12º BPM.
André Luís Serpa Laurentino foi preso por tráfico de drogas.
© Jornal Razão. Reprodução permitida com crédito e link para a matéria original: jornalrazao.com/seguranca/operacao-tijucas-prende-traficante-balneario-camboriu-so-vendia-pra-playboy















