O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, afirmou nesta sexta-feira (9), no Rio de Janeiro, que o projeto do governo Lula é “tirar o pobre da pobreza e jogar ele na miséria”. Na mesma conversa com jornalistas, ele negou que pretenda acabar com o Bolsa Família e com o Farmácia Popular e chamou as afirmações de “boataria” do PT.
Questionado sobre cortes na área social, Flávio disse que há “várias mentiras circulando” e citou a de que acabaria com o Bolsa Família. “Isso é mentira. Não existe isso. Eu vou fazer muito melhor. Vou garantir o Bolsa Família para quem precisa, só que eu vou fazer muito mais”, afirmou.
O candidato prometeu capacitação e qualificação para os beneficiários e o que chamou de “maior programa de mobilidade social que esse Brasil já viu”. “O meu projeto é tirar o pobre da pobreza e deixar o pobre rico. O projeto do atual governo é tirar o pobre da pobreza e jogar ele na miséria”, disse.
“O seu salário vai acabar no dia 15”
Flávio também atacou a política econômica. Segundo ele, o governo está colocando mais R$ 350 bilhões de dinheiro público na economia “só para tentar se reeleger”. “A consequência disso é inflação, é comida mais cara, e o seu salário, em vez de durar até o dia 20, como já está durando hoje, com o que o Lula está fazendo vai acabar no dia 15”, afirmou.

Farmácia Popular com entrega em casa
Sobre o Farmácia Popular, o senador repetiu a negativa. “O PT jogou uma boataria atrás da outra. Disseram que eu ia acabar com Farmácia Popular, é mentira. Eu jamais faria isso. Eu vou melhorar a Farmácia Popular”, disse. Segundo ele, o remédio passaria a ser entregue na casa do paciente, que receberia um SMS avisando a hora de tomar o medicamento.
O PT e centrais sindicais afirmam que o plano de governo de Flávio não menciona o Farmácia Popular e que o corte de gastos previsto pela equipe econômica do candidato ameaça os programas sociais.
Diesel
Na mesma entrevista, Flávio disse que o subsídio do governo ao diesel acaba junto com a eleição e que o preço pode subir cerca de R$ 2 por litro no dia seguinte ao segundo turno. A subvenção soma R$ 2,12 por litro e, pela portaria em vigor, vale em princípio até 26 de outubro, com possibilidade de prorrogação.
Flávio estava no Rio ao lado do governador eleito Douglas Ruas (PL). Lula e Flávio Bolsonaro disputam o segundo turno da eleição presidencial no dia 25 de outubro.
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