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Delegado que investigou facada em Bolsonaro é preso pela PF por escândalo de corrupção

Ex-superintendente da PF em Minas Gerais, Rodrigo de Melo Teixeira, foi preso em operação contra organização criminosa acusada de corrupção, crimes ambientais e lavagem de dinheiro, que teria movimentado bilhões no setor de mineração.

Delegado que investigou facada em Bolsonaro é preso pela PF por escândalo de corrupção
Foto: Reprodução
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O delegado Rodrigo de Melo Teixeira, ex-superintendente da Polícia Federal em Minas Gerais e figura central em casos de repercussão nacional, foi preso nesta quarta-feira (17) durante uma operação da PF contra uma organização criminosa acusada de corrupção, crimes ambientais e lavagem de dinheiro.

Rodrigo ficou conhecido por chefiar a investigação da facada sofrida por Jair Bolsonaro durante a campanha presidencial de 2018, em Juiz de Fora (MG). Em 2019, também foi responsável por iniciar as apurações sobre o rompimento da barragem da Vale em Brumadinho.

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A prisão ocorre após avanço das investigações sobre um esquema bilionário de fraudes envolvendo licenças ambientais, concessões minerárias e pagamento de propina a agentes públicos. O grupo criminoso operava por meio de mais de 40 empresas do setor de mineração e mantinha influência em diversos órgãos estaduais e federais.

Rodrigo Teixeira exercia, atualmente, cargo na Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), vinculada ao Serviço Geológico do Brasil, e havia sido nomeado em 2024 para o Comitê de Segurança, Meio Ambiente e Saúde da Petrobras pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD-MG).

Além de Teixeira, também foi preso o diretor da Agência Nacional de Mineração, Caio Mário Trivellato Seabra Filho. A operação da PF resultou em 17 prisões, com o cumprimento de 22 mandados judiciais, além do bloqueio de R$ 1,5 bilhão em bens e do afastamento de servidores públicos.

Segundo o inquérito, que tramita desde 2020, o grupo criminoso atuava oferecendo vantagens ilícitas para obter licenças e autorizações irregulares, inclusive em áreas tombadas e próximas a zonas de proteção ambiental, com alto risco de danos socioambientais. Estima-se que mais de R$ 3 milhões tenham sido pagos em propinas, inclusive sob forma de “mesada” a servidores, em troca de favorecimento institucional.

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A Polícia Federal identificou projetos minerários ligados ao grupo com potencial econômico superior a R$ 18 bilhões. Os investigados poderão responder pelos crimes de corrupção ativa e passiva, organização criminosa, crimes ambientais, usurpação de bens da União, lavagem de dinheiro e embaraço à investigação.

A operação conta com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU), do Ministério Público Federal (MPF) e da Receita Federal. Até o momento, os órgãos envolvidos não se manifestaram publicamente sobre a prisão de Rodrigo de Melo Teixeira.

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