Um pintor de 49 anos subia o morro de bicicleta a caminho de casa quando foi abordado por trás, na noite de segunda-feira (7), por um homem que exigiu o celular dele. A vítima disse que não entregaria o aparelho, que ainda estava pagando, e levou uma pancada na cabeça. A recusa terminou com cinco ferimentos no corpo e a bicicleta levada pelo agressor, em Massaranduba, no Norte catarinense.
O ataque aconteceu por volta das 21h na Rua Padre Sílvio Micheluzzi, no bairro Guarani-Mirim. Segundo a Polícia Militar, o autor veio do início da via e alcançou a vítima pelas costas, já na subida que dá acesso à residência.
O pedido foi repetido três vezes. “Me dá o celular”, insistia o homem, conforme o relato prestado aos militares. O pintor contou que negou porque nem havia terminado de pagar o aparelho.
Ao ser atingido na cabeça, ele colocou a mão na frente para se proteger e levou mais duas pauladas no braço. O agressor não conseguiu o celular, mas saiu do local com a bicicleta.
Bicicleta vermelho-vinho não foi localizada
O veículo é vermelho-vinho, com amortecedor no meio e no garfo, freio a óleo, freio a disco, detalhe branco e azul no aro e adesivo preto no quadro. A descrição foi registrada pela Polícia Militar para eventual localização.
Ferido, o pintor conseguiu chegar até a própria casa e pediu ajuda ao filho, que estava no imóvel. Ele avaliou que apenas a mão estava machucada e disse que não precisava chamar socorro. Quando tirou a toca que usava, o sangue começou a escorrer, e o filho acionou os bombeiros.
O Corpo de Bombeiros Voluntários de Massaranduba socorreu a vítima e pediu apoio da Polícia Militar. A guarnição chegou a se deslocar até o endereço, mas encontrou o pintor já no hospital, onde colheu o relato.
Cinco ferimentos e possível objeto cortante
Os militares registraram cinco ferimentos: duas lesões na cabeça, uma no antebraço, uma na mão e uma no dedo. A condição física da vítima foi classificada como lesões graves ou gravíssimas.
O pintor não soube dizer com o que foi atingido. Ele achou que tivesse apanhado com um pedaço de madeira, mas, pelo tipo de corte, a Polícia Militar registrou que possivelmente o autor usou um objeto cortante do tipo facão. O meio empregado no crime foi anotado como agressão física e arma branca.
Ao percorrer o trecho onde o ataque teria acontecido, a guarnição não encontrou vestígios de sangue. Havia rastro de sangue a partir de uma bicicleta roxa até a porta da residência, e a casa já havia sido limpa com água sanitária quando os militares chegaram. Os policiais retornaram ao hospital e confirmaram com a vítima que a bicicleta roxa não era a levada pelo agressor, mas outra, diferente.
A Polícia Civil e a Polícia Científica foram acionadas pela central e informaram que não compareceriam ao local. A guarnição fez rondas pela região e não localizou a bicicleta roubada.
A vítima não soube fornecer nenhuma característica do autor, que usava uma toca no momento do ataque. A ocorrência foi registrada como tentativa de latrocínio e lesão corporal grave ou gravíssima dolosa, e o caso segue para apuração da Polícia Civil.















