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“Putin de Chapecó”: foragido é neutralizado e PMSC chega ao 4° confronto em menos de 24h

Conforme a Polícia Militar, Adelar Slotnicki, de 57 anos, fugiu para uma área de mata e confrontou a guarnição do Tático do 2º BPM durante o cerco a uma residência no interior de Chapecó. O irmão dele, foragido havia 11 anos, se entregou em frente à casa e foi detido.

“Putin de Chapecó”: foragido é neutralizado e PMSC chega ao 4° confronto em menos de 24h
Foto: Reprodução
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O cerco à casa já estava montado quando o primeiro homem apareceu na frente da residência e se entregou sem resistir. O segundo viu as viaturas, correu para a mata com uma arma na mão e não voltou. Adelar Slotnicki, de 57 anos, conhecido nas redes sociais como “Putin de Chapecó pela semelhança física com o presidente russo Vladimir Putin, foi neutralizado pela guarnição do Tático do 2º Batalhão de Polícia Militar no fim da tarde deste sábado (22), no interior de Chapecó, nas proximidades do bairro Santo Antônio.

Foi o quarto confronto entre criminosos e a Polícia Militar de Santa Catarina em menos de 24 horas. Em três deles o autor morreu no local. No quarto, em Palhoça, o alvejado sobreviveu e foi levado ao hospital.

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Imagens cedidas por Amauri Sales, da Rádio Chapecó, mostram a movimentação das guarnições no local logo após a ocorrência, com policiais do Tático armados e viaturas concentradas na área.

ASSISTA AO VÍDEO

Imagens: Amauri Sales / Rádio Chapecó

Os dois irmãos na mesma casa

As guarnições do 2º BPM receberam a informação de que dois homens procurados pela Justiça estariam escondidos em uma residência da região: um foragido e outro com mandado de prisão em aberto. A mesma informação apontava que o endereço concentrava tráfico de drogas de forma recorrente.

Os policiais fecharam o cerco. Assim que chegaram, identificaram um dos homens em frente à casa, e ele se entregou às guarnições sem resistência. Era irmão de Adelar. A consulta aos sistemas revelou que ele estava foragido havia 11 anos, por tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo. Foi detido no local.

A corrida para a mata

O segundo homem estava dentro da residência. Ao avistar as guarnições, correu em direção a uma área de mata nos fundos. Os policiais perceberam que ele estava armado e mantiveram o acompanhamento pelo terreno.

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Em determinado momento, conforme a Polícia Militar, ele confrontou a guarnição do Tático, que fazia buscas na mata. Para cessar o que a corporação classificou como iminente agressão letal, foi efetuado disparo de arma de fogo. Atingido, Adelar Slotnicki não resistiu aos ferimentos.

O SAMU foi acionado e o médico da equipe constatou o óbito ainda no local. A Polícia Científica e a Polícia Civil também estiveram no endereço.

Cão farejador achou droga

Depois do confronto, as equipes vasculharam o entorno da residência com o apoio do cão farejador do canil da Polícia Militar. Foram encontradas porções de maconha e cocaína escondidas bem próximo à casa onde os dois homens estavam quando a polícia chegou.

Mandado assinado na véspera

A ordem de prisão que motivou a ida das guarnições até o local tinha menos de 24 horas. Foi assinada na noite de sexta-feira, 21 de agosto, pela Vara Regional de Execuções Penais da Comarca de Chapecó. Não era preventiva nem temporária: era prisão definitiva, decorrente de condenação transitada em julgado, aquela em que não cabe mais recurso. Restavam 3 anos e 6 meses de pena a cumprir, em regime semiaberto.

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A condenação era por porte ilegal de arma de fogo de uso restrito, categoria que a lei reserva às forças de segurança e cujo porte por civil é punido com mais rigor do que o de arma de uso permitido. O processo tramitava desde 2022, e a guia de execução definitiva foi expedida em 6 de março deste ano.

A vaga que ele não ocupou

O motivo de ele estar solto está na própria decisão judicial. Confirmada a condenação, a Justiça acionou a central de regulação de vagas e a vaga no semiaberto apareceu. Com ela em mãos, o juízo intimou o condenado a se apresentar por conta própria à unidade prisional da comarca em até 10 dias para começar a cumprir a pena.

O prazo correu e ele não apareceu. Foi essa ausência que disparou o passo seguinte já previsto na decisão: sem apresentação voluntária, o juízo determinou a expedição do mandado de prisão. O documento saiu na noite do dia 21. Menos de um dia depois, os policiais o encontraram.

Além da condenação, Adelar Slotnicki acumulava passagens policiais por tráfico de drogas, furto, receptação, roubo e porte ilegal de arma de fogo, e tinha registro no sistema prisional catarinense.

Quatro confrontos no mesmo sábado

O caso de Chapecó fecha uma sequência de quatro ocorrências em pontos distintos do estado em menos de 24 horas.

Na Serra, em Lages, um homem de 24 anos com mais de 50 passagens policiais correu com uma faca em direção à guarnição do Tático do 6º BPM durante uma abordagem no bairro Popular e morreu no local, por volta das 15h50. No extremo sul, em Araranguá, um apontado integrante do PGC, de 27 anos, fugiu por muros e quintais do bairro Coloninha, atirou contra os policiais com um revólver calibre 38 e foi neutralizado pelo Tático do 19º BPM por volta das 17h. Na Grande Florianópolis, em Palhoça, um jovem de 19 anos foi baleado durante monitoramento de um ponto de tráfico no bairro Caminho Novo, sobreviveu e foi levado ao hospital; depois do confronto, criminosos atearam fogo em lixeiras e pneus e montaram barricadas nas ruas do bairro.

O que acontece agora

Mortes decorrentes de intervenção policial seguem um rito próprio: a cena é periciada pela Polícia Científica, o caso é registrado e apurado pela Polícia Civil, e o inquérito é acompanhado pelo Ministério Público, que ao final decide se houve excludente de ilicitude ou se há responsabilidade a apurar. A corregedoria da Polícia Militar também analisa o emprego da força.

A ocorrência foi registrada pelo 2º BPM e a apuração segue em andamento.

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