O único que tinha sobrevivido não resistiu. Rodrigo Otávio de Oliveira Carvalho, de 19 anos, morreu no hospital depois de ser baleado pelo Tático da Polícia Militar em um ponto de tráfico no bairro Caminho Novo, em Palhoça, na Grande Florianópolis. Com a morte dele, os quatro criminosos alvejados pela PMSC em Santa Catarina no sábado (22) morreram.
O confronto aconteceu na avenida Pereira da Rosa. Conforme a PMSC, a guarnição do Tático do 16º BPM monitorava a venda de drogas no local quando houve o confronto. Rodrigo Otávio foi socorrido pelo Samu e levado ao hospital. Com ele, os policiais apreenderam uma pistola .380.
Logo depois da ocorrência, criminosos atearam fogo em lixeiras e pneus e montaram barricadas nas ruas do Caminho Novo. A fumaça tomou o cruzamento e a circulação no bairro ficou comprometida.
Entenda o caso
Rodrigo Otávio de Oliveira Carvalho já era conhecido das forças de segurança. Ele é apontado pela PMSC como o suspeito do golpe de “mata-leão” aplicado em um motorista de aplicativo em Florianópolis, em abril deste ano. Preso na época, voltou às ruas após a atuação da defesa.
A advogada que assumiu o caso é Gabriela Vieira Serafin, conhecida nas redes como “advogata”. Em junho, ela mesma foi presa, apontada pelo Ministério Público como uma das lideranças do tráfico na Tapera, em Florianópolis. A defesa dela nega as acusações e ela responde ao processo em liberdade.
Quatro confrontos em menos de 24 horas
O caso de Palhoça foi um dos quatro confrontos entre criminosos e a PMSC registrados no estado em menos de 24 horas, e era o único em que o alvejado tinha sobrevivido.
Na Serra, em Lages, por volta das 15h50, Amilton José Pereira da Silva, de 24 anos, com mais de 50 passagens policiais, correu com uma faca em direção à guarnição do Tático do 6º BPM durante uma abordagem no bairro Popular e morreu no local.
No extremo sul, em Araranguá, Carlos Alexandre Afonso Candido, de 27 anos, apontado como integrante do PGC, fugiu por muros e quintais do bairro Coloninha, atirou contra os policiais com um revólver calibre 38 e foi neutralizado pelo Tático do 19º BPM.
O quarto caso foi em Chapecó, no Oeste catarinense. Adelar Slotnicki, de 57 anos, conhecido nas redes como “Putin de Chapecó”, correu armado para uma área de mata durante o cerco a uma residência e foi neutralizado pelo Tático do 2º BPM. O irmão dele, foragido havia 11 anos, se entregou às guarnições e foi detido.
Nenhum policial ficou ferido nos quatro confrontos.
O que acontece agora
Mortes decorrentes de intervenção policial seguem um rito próprio: a cena é periciada pela Polícia Científica, o caso é registrado e apurado pela Polícia Civil e o inquérito é acompanhado pelo Ministério Público, que ao final decide se houve excludente de ilicitude ou se há responsabilidade a apurar. A corregedoria da Polícia Militar também analisa o emprego da força.
A apuração segue em andamento.




























