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“Senti algo duro”: preso por abusar criança em Florianópolis é solto na delegacia

Polícia Militar rastreou o suspeito até Concórdia, mas ele acabou liberado na delegacia após ser apontado como autor de estupro de vulnerável em Florianópolis.

“Senti algo duro”: preso por abusar criança em Florianópolis é solto na delegacia
Foto: Reprodução
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A investigação sobre o caso de estupro de vulnerável que chocou Florianópolis ganhou um novo capítulo após a Polícia Militar confirmar que Dirceu Ribeiro, apontado como autor do abuso contra uma criança, não permaneceu preso depois de apresentado na delegacia.

A situação gerou indignação entre policiais que atuaram na ocorrência, já que diversas guarnições passaram o dia reunindo informações, identificando o suspeito e rastreando o veículo usado por ele para deixar a capital. Com apoio das equipes do Norte da Ilha, a PMSC obteve imagens, levantou a placa do automóvel e repassou tudo para as unidades de Concórdia, onde Dirceu foi localizado.

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A criança havia sido atendida no Hospital Infantil Joana Gusmão, onde profissionais acionaram a Polícia Militar ao constatarem indícios compatíveis com violência sexual praticada por um adulto conhecido da família. As polícias Civil e Científica e o Conselho Tutelar foram comunicados imediatamente.

A mãe da vítima relatou que teve um relacionamento de alguns anos com o suspeito do crime. Na noite de sábado (06), a mãe deixou o indivíduo dormir em sua residência e, pela manhã, precisou deixar sua filha sozinha com ele para ir trabalhar. Nesse período, a garotinha conta que Dirceu “fez coisas de adulto” com ela. “Senti algo duro entrando”, relatou. A menina foi encontrada por populares num ponto de ônibus da Capital.

Com base nessas informações, equipes da PM de Concórdia abordaram Dirceu Ribeiro e o conduziram à delegacia. No entanto, segundo a apuração do Jornal Razão, o delegado responsável não lavrou flagrante, resultando na liberação do acusado.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que deverá analisar o laudo médico, ouvir responsáveis legais e reunir elementos formais para eventual pedido de prisão. Enquanto isso, o fato de o suspeito estar solto aumentou a preocupação entre os policiais que atuaram na ocorrência e reabriu o debate sobre os critérios utilizados para caracterizar flagrante em crimes sexuais contra crianças.

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A Polícia Militar destaca que todas as providências cabíveis foram tomadas e que permanece à disposição para apoiar a continuidade das investigações.

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