Sobe para 39 o número de vítimas de ciclone no Sul do Brasil
Governador do Rio Grande do Sul decretou estado de calamidade pública em 79 cidades
Por Equipe Jornal Razão·7 set 2023·4 min de leitura·Atualizado há 2 anos
Foto: Reprodução
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Subiu para 39 o número de vítimas do ciclone que atingiu a região Sul, sendo a maioria do Rio Grande do Sul. As informações foram divulgadas na manhã desta quinta-feira (7).
O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, reconheceu o evento como o mais mortífero em termos climáticos na história do estado e declarou estado de calamidade pública em 79 municípios gaúchas.
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Além das vítimas fatais, a tempestade deixou nove pessoas desaparecidas, 2.319 desabrigadas e 3.575 desalojadas apenas no Rio Grande do Sul. Entre os mortos, um bebê de menos de um ano da cidade de Cruzeiro do Sul foi contabilizado. As mortes foram distribuídas em várias cidades, com 14 em Muçum, nove em Roca Sales, e outras distribuídas em cidades como Lajeado, Estrela e Ibiraiaras.
Os ministros da Integração e Desenvolvimento Regional e da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, Waldez Góes e Paulo Pimenta, respectivamente, visitaram a região na quarta-feira, garantindo apoio federal e a liberação de recursos para a assistência às vítimas e reconstrução das áreas afetadas. Pimenta descreveu a cena como “desoladora” após um sobrevoo pelas áreas mais atingidas.
Em meio ao cenário de devastação, a Caixa Econômica Federal anunciou a liberação do saque do FGTS por calamidade para os trabalhadores das áreas atingidas no Rio Grande do Sul. A medida, que permitirá retiradas de até R$ 6.220, depende do reconhecimento oficial de estado de calamidade pública ou situação de emergência pelo governo federal.
O fenômeno climático afetou outros estados brasileiros, como Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul. A preocupação persiste, com a previsão de mais chuvas e com os rios ainda cheios, potencializando os riscos para os habitantes da região.