Lei em SC pode proibir mulheres trans em competições femininas
Um projeto de lei de autoria do parlamentar Jessé Lopes foi recentemente aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa de Santa Catarina. O projeto propõe proibir a participação de mulheres transgênero em competições esportivas femininas no estado. A justificativa central do projeto foca na "isonomia" entre os atletas, argumentando que atletas trans têm "superioridade de condicionamento físico" em relação às mulheres cisgênero.
Por Equipe Jornal Razão·3 out 2023·3 min de leitura·Atualizado há 2 anos
Foto: Reprodução
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Um projeto de lei de autoria do parlamentar Jessé Lopes foi recentemente aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa de Santa Catarina. O projeto propõe proibir a participação de mulheres transgênero em competições esportivas femininas no estado. A justificativa central do projeto foca na “isonomia” entre os atletas, argumentando que atletas trans têm “superioridade de condicionamento físico” em relação às mulheres cisgênero.
O projeto tem como objetivo vedar o ingresso de atletas em competições do sexo oposto ao qual foram “designados ao nascer”, alega Jessé. Segundo o deputado, isso é justificado pela alegação de que jogadoras trans possuem uma vantagem física devido à exposição ao hormônio masculino, a testosterona. O texto também faz uma comparação com práticas de doping, alegando que permitir a participação de atletas trans seria semelhante a permitir a competição de atletas em “condições análogas de doping”.
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O projeto passou pela CCJ e agora aguarda tramitação em outras comissões antes de uma votação no plenário. Algumas federações esportivas já possuem regras que limitam ou proíbem a participação de atletas trans em competições, enquanto outras adotam políticas mais inclusivas. A proposta de lei também coloca em discussão a eficácia dos testes de testosterona como indicadores de desempenho atlético, um tópico que ainda é objeto de estudos e debates científicos.
O projeto de lei ainda precisa passar por outras comissões e, eventualmente, ser aprovado em plenário para entrar em vigor. Se aprovado, ele poderá estabelecer um precedente significativo para a discussão sobre a inclusão de atletas trans em competições esportivas, não apenas em Santa Catarina, mas potencialmente em outras jurisdições do Brasil.