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Diagnóstico de leucemia aguda tira família da rotina e mobiliza corrente de solidariedade em Blumenau

Judah Carminatti, filho caçula dos pastores Lucas e Jessyka Carminatti, foi diagnosticado com leucemia mieloide aguda no dia 13 de agosto e já iniciou a quimioterapia no Hospital Santo Antônio.

Bebê sentado na cama de hospital ao lado de equipamento de infusão e, ao lado, dormindo abraçado a um bichinho de pelúcia
Reprodução/Redes sociais
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Foram seis dias de internação e uma bateria de exames até o nome da doença aparecer. No dia 13 de agosto, os pastores Lucas e Jessyka Carminatti receberam o diagnóstico do filho caçula, Judah: leucemia mieloide aguda, a LMA. O menino já começou a quimioterapia e faz tratamento no Hospital Santo Antônio, em Blumenau.

“Foi uma notícia que pegou toda a nossa família de surpresa”, contou a tia do menino, Maria Eduarda Carminatti, num vídeo em que a família explica a mobilização. “Estamos confiantes, crendo no milagre, mas ao mesmo tempo estamos com o nosso coração entristecido, porque é tão pequenininho o nosso galego.”

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Desde o diagnóstico, o casal, que está à frente da Igreja Mais de Cristo, vive dentro do processo. A família precisou se mudar para Blumenau para acompanhar cada etapa de perto e permanecer ao lado de Judah durante as sessões. Não foi uma visita nem uma internação de poucos dias: foi a decisão de arrancar a rotina do lugar e reorganizar a vida inteira ao redor de um leito de hospital.

Enquanto isso, o pai transformou a espera em texto. São cartas abertas numeradas, escritas ao filho e publicadas nas redes sociais quase diariamente. Numa delas, o menino aparece sentado na cama, com o dedinho apontado para cima e a bomba de infusão logo atrás. Em outra, dorme abraçado ao bichinho de pelúcia e ao travesseiro do desenho preferido. A Carta 08, de 20 de agosto de 2026, chama Judah pelo apelido de casa: o “Godo”.

Numa das publicações, o pai explicou a escolha do nome do caçula. “O nome Judah (ou Judá em português) significa ‘louvado’, ‘glorificado’, ‘exaltado’ ou ‘aquele que louva'”, escreveu.

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O que o tratamento exige

Tratamento de leucemia aguda em criança não cabe só na conta do hospital. Conforme a família, o processo de Judah exige medicação, exames periódicos e alimentação diferenciada por causa da imunidade baixa, além de despesas que devem aparecer ao longo do caminho e que ninguém consegue prever de antemão.

Somadas a isso vêm as contas de uma mudança feita às pressas: deslocamento, moradia em outra cidade, alimentação fora de casa e o trabalho que fica em segundo plano enquanto os dois se revezam no quarto do hospital.

Foi olhando para essa conta que o restante da família decidiu agir. “O que nós mais queremos nesse momento é que tanto o Lucas quanto a Jéssica possam viver isso com o Judá de forma integral, sem que eles precisem se preocupar com essa questão financeira”, disse a tia do menino.

Uma corrente pelo Judah

A campanha recebeu o nome de “Juntos pelo Judah” e está hospedada na plataforma Emuna. Além de receber as contribuições, a página reúne o histórico do caso desde o diagnóstico, os boletins médicos e as cartas que o pai escreve.

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Quem organiza a mobilização repete que o objetivo não se encerra no valor arrecadado.

“Não se trata apenas de arrecadar recursos, mas de mobilizar uma rede de solidariedade em torno de uma criança e de uma família que estão enfrentando um momento extremamente difícil.”

A família também agradece o movimento de oração que se formou em torno do menino e diz que quem não puder contribuir pode ajudar de outras formas. “Se você não pode doar, não tem problema, você pode estar nos ajudando da forma mais importante, que é estar orando pelo Judah”, afirmou a tia, que pede oração também pelo casal, pelos dois irmãos mais velhos e pelo restante da família. Compartilhar o link, segundo ela, é a outra maneira de somar: “Toda ajuda é bem-vinda: uma contribuição, um compartilhamento ou simplesmente ajudar essa história a chegar mais longe.”

O material oficial de divulgação resume o momento numa frase que virou o mote da corrente: “Judah é tão pequeno, mas já está passando por grandes provações.”

Como ajudar

As contribuições podem ser feitas pela página oficial da campanha, no endereço emuna.evno.finance/juntos-pelo-judah, com opção de PIX, boleto ou cartão de crédito. Também é possível doar diretamente pela chave PIX CPF 072.822.029-66, em nome de Lucas Rafael Carminatti, no Nubank. Conforme o material divulgado, todo o valor arrecadado é destinado à família para sustentar a permanência em Blumenau durante o tratamento.

Judah segue internado no Hospital Santo Antônio, em quimioterapia, e a família continua na cidade acompanhando cada etapa. As cartas do pai seguem sendo publicadas, uma a uma, enquanto a corrente pedida por eles ganha corpo.

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