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Drones de ataque criados por estudantes em SC são pré-classificados pelo Exército

Quatro sistemas da Vultis Industries, de Joinville, foram habilitados para futuras aquisições ou programas de desenvolvimento.

Drones de ataque criados por estudantes em SC são pré-classificados pelo Exército
Foto: Reprodução
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Uma startup fundada por estudantes da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em Joinville, teve quatro sistemas de drones de ataque pré-classificados pelo Exército Brasileiro. Os equipamentos são da Vultis Industries e integram a família URUBU-X, desenvolvida para operações táticas de curta distância.

O resultado do chamamento público da Diretoria de Fabricação do Exército foi publicado no Diário Oficial da União em julho. A pré-classificação não garante a compra dos equipamentos, mas habilita as plataformas para futuras aquisições ou programas de desenvolvimento das Forças Armadas.

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O processo busca avaliar aeronaves não tripuladas de ataque que possam atender às demandas táticas do Exército. Segundo as informações divulgadas, os quatro sistemas da empresa cumpriram as exigências técnicas dessa fase.

As avaliações descritas incluem a verificação do controle, da segurança e da estabilidade de voo em curtas distâncias. Também estão previstos testes contra alvos com munições inertes, para conferir a precisão e o funcionamento dos drones, e demonstrações com munições reais, destinadas a medir o desempenho e o impacto dos equipamentos.

Os modelos pré-classificados são drones de asa rotativa, em versões de 10 e 15 polegadas. O URUBU-X 10B e o 15B são voltados ao bombardeio e contam com um sistema de lançamento de carga tática.

Já o URUBU-X 10K e o 15K são classificados como drones kamikaze ou de efeito terminal. Nessas versões, a própria aeronave funciona como uma munição guiada e é destruída ao atingir o alvo.

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De acordo com a empresa, os equipamentos têm estrutura modular, que permite combinar diferentes componentes, e utilizam sistemas eletrônicos de voo, software embarcado e estação de solo desenvolvidos integralmente no Brasil. A startup também apresenta como características o baixo custo por unidade, a possibilidade de produção em escala e o uso de inteligência artificial para interpretar imagens por meio de visão computacional.

A Vultis Industries foi fundada em março de 2024 por cinco sócios, estudantes de Engenharia Aeroespacial da UFSC, campus Joinville. A sede fica no Ágora Tech Park, dentro do Perini Business Park, no município catarinense.

Segundo o relato sobre a criação da empresa, a iniciativa surgiu depois que um dos fundadores identificou, durante uma viagem à Alemanha, a dependência brasileira de plataformas importadas no segmento de drones militares. O desenvolvimento dos equipamentos é apresentado como uma contribuição à Base Industrial de Defesa brasileira e à redução da dependência de tecnologias estrangeiras.

Além da família URUBU-X, a startup desenvolve a C.A.P., sigla para Control and Planning Platform. Trata-se de uma estação de comando e controle com computador de alto desempenho e software embarcado para planejar e executar missões.

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Outro projeto é o J.U.L.I.A., ou Joint Unmanned Lightweight Interceptor Aircraft, um drone leve destinado à interceptação e à neutralização de ameaças aéreas de pequeno porte. A empresa apresenta a solução como uma alternativa de baixo custo ao emprego de mísseis convencionais.

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