“Vai me apertar, mas aceito”: faxineira aceita pagar moto parcelada e reage de forma surpreendente em SC
Há 13 anos na mesma empresa, a faxineira topou parcelar em R$ 300 mensais a moto elétrica que o patrão havia emprestado. No meio da negociação, o empresário virou o jogo e surpreendeu.
Por Equipe Jornal Razão·31 jul 2026·6 min de leitura·Atualizado há 18 dias
Foto: Reprodução
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Cida, 59 anos, achou que estava fechando negócio. Há treze anos ela cuida da casa, da família e da limpeza da loja de um empresário do ramo de veículos em Araranguá, no Sul catarinense. Em outubro completa 60. Naquela manhã, tudo o que queria era resolver um problema: não ficar mais a pé.
A moto dela tinha quebrado. Sem transporte, o trajeto de cerca de oito quilômetros entre a casa, perto da Unimed, e o trabalho virou um aperto diário. O patrão emprestou uma motinha elétrica pra ela se virar enquanto resolvia a vida. Cida gostou. Gostou tanto que decidiu ficar com a elétrica e mandar a própria moto, já consertada, de presente pra filha. Foi aí que procurou o chefe pra acertar a compra.
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O empresário conduziu a conversa como uma venda de verdade. Perguntou quanto ela conseguia pagar por mês sem apertar o orçamento, e sugeriu parcelar. Cida respondeu que dava conta de trezentos reais mensais, mesmo sabendo que ia pesar. “Me aperta um pouquinho, mas eu faço um pouquinho aqui, um pouquinho ali, e dá certo”, disse ela, contando que fazia o trajeto de casa ao serviço em 25 minutos com a elétrica, sem precisar de carteira de habilitação.
Ela aceitou a parcela porque precisava da moto pra continuar indo trabalhar. Enquanto explicava o funcionamento da bateria e mostrava onde marcava a carga, o empresário deixou a negociação correr. Confirmou o valor, combinou o parcelamento, e só então virou a chave. “Não tem nada de trezentos não, Cida. É tua. É um presente”, disse. A faxineira não acreditou. Perguntou de novo, achando que era brincadeira. “Não vai pagar nem um real. Tu merece.”
Foi quando Cida começou a chorar. O patrão explicou o gesto na frente da equipe: treze anos de casa, uma pessoa que, segundo ele, cuida da empresa e da família dele com zelo e respeito. “Hoje é tão difícil achar pessoas como a Cida”, afirmou, dizendo que a funcionária pretende trabalhar ali até se aposentar. A moto elétrica, avaliada por ele em torno de quatro a cinco mil reais, virou presente sem contrapartida.
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O gesto foi gravado e publicado nas redes sociais da loja, e rapidamente ganhou repercussão. Nos comentários, seguidores encheram o empresário de elogios pela atitude e desejaram prosperidade ao negócio. Muitos destacaram o reconhecimento a uma trabalhadora que, aos 59 anos, seguia enfrentando quilômetros diários pra manter o sustento.
No fim, a negociação que começou com uma proposta de parcelas de trezentos reais terminou com a faxineira levando a motinha elétrica de graça e a própria moto, já consertada, seguindo de presente pra filha. “É o mínimo que eu posso fazer por uma pessoa que tá há treze anos trabalhando com a gente”, resumiu o empresário. “Isso não tem preço.”