Uma cena inusitada e encantadora marcou o desfile de 7 de Setembro na Beira-Mar Continental, em Florianópolis. A cachorrinha Cloe, da Polícia Penal de Santa Catarina, roubou os olhares do público ao marchar ao lado de agentes armados e de imponentes cães da raça pastor-alemão, tradicionais nas forças de segurança.
Apelidada carinhosamente de “fiapo de manga” por conta de sua pelagem, a cachorra de apenas 2 anos virou atração no evento. O contraste entre o seu tamanho reduzido e o porte dos demais cães farejadores rapidamente ganhou as redes sociais. Comentários como “Nível de fofura explodiu” e “Tamanho não é documento” dominaram as publicações sobre a celebração.
Pequeno porte, grande agilidade
Apesar da aparência dócil e do tamanho compacto, Cloe carrega uma responsabilidade de gente grande. Ela é a única representante da raça Jack Russell Terrier no Departamento de Operações com Cães (DOC) da Polícia Penal catarinense.
De acordo com a Secretaria de Estado de Justiça e Reintegração Social (Sejuri), embora ainda esteja em fase de adestramento, Cloe já atua em operações reais. O trabalho da cadela inclui a detecção de:
- Armas de fogo
- Drogas e substâncias ilícitas
- Aparelhos eletrônicos em inspeções prisionais
Vocação histórica a serviço da segurança
O tamanho reduzido e a alta energia da cachorra não são apenas um charme, mas uma vantagem estratégica essencial. A raça Jack Russell Terrier foi desenvolvida originalmente para a caça e o trabalho no campo, com habilidade natural para acessar buracos subterrâneos e espaços de difícil alcance.
Segundo a Sejuri, essa característica permite que Cloe acesse locais estreitos onde cães de grande porte teriam extrema dificuldade de entrar. A energia e o tino de busca da raça foram perfeitamente incorporados às rotinas de fiscalização e varredura do DOC, provando que eficiência operacional não se mede em centímetros.















