Pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) poderão realizar cerca de 170 mil procedimentos em hospitais privados e filantrópicos de Santa Catarina. A medida prevê R$ 65,6 milhões para ampliar a realização de consultas, exames e cirurgias em seis municípios do estado.
Os atendimentos fazem parte do programa Agora Tem Especialistas, do Ministério da Saúde. Em Santa Catarina, foram incluídas instituições de Brusque, Jaraguá do Sul, Joinville, Nova Veneza, Sombrio e Timbé do Sul.
Sombrio concentra a maior quantidade prevista no estado. São 129.804 procedimentos, sendo 129 mil atendimentos em combos de cuidado e 804 cirurgias, realizados pelo Instituto Maria Schmitt (IMAS).
Em Nova Veneza, também pelo IMAS, estão previstos 12.084 procedimentos. Desse total, 10.860 serão realizados por meio de combos de cuidado e 1.224 correspondem a cirurgias.
Brusque terá outros 8.272 procedimentos no Vale Europeu Hospitalar, divididos entre 7.332 combos de cuidado e 940 cirurgias.
Em Jaraguá do Sul, o Centro Oftalmológico Jaraguá do Sul deverá realizar 7.764 combos de cuidado. Já Joinville terá 6.516 procedimentos no Hospital de Olhos Sadalla Amin Ghanem, dos quais 5.940 são combos de cuidado e 576 cirurgias.
Timbé do Sul completa a relação de municípios catarinenses contemplados. A previsão é de 5.256 procedimentos no Instituto Maria Schmitt, com 4,2 mil combos de cuidado e 1.056 cirurgias.
O chamado combo de cuidado reúne diferentes etapas do atendimento dentro de uma mesma especialidade. O modelo pode incluir consulta, exames e procedimentos necessários para chegar ao diagnóstico, evitando que o paciente precise buscar separadamente diferentes serviços durante a investigação.
A utilização dos hospitais particulares ocorre por meio de um sistema de créditos financeiros. As instituições atendem pacientes encaminhados pelo SUS e recebem créditos que podem ser usados para abater tributos federais.
Segundo o Ministério da Saúde, a estratégia busca aumentar a capacidade de atendimento especializado da rede pública e reduzir o período de espera por consultas, exames e cirurgias.
A iniciativa ocorre em todo o país. Até agora, foram formalizados R$ 1 bilhão em créditos financeiros com 259 instituições privadas e filantrópicas de 21 estados. Os contratos preveem mais de 600 mil procedimentos gratuitos para pacientes do SUS.
Do total nacional, 458 mil atendimentos estão previstos no modelo de cuidados integrados. Outros 142 mil são cirurgias de diferentes níveis de complexidade, incluindo procedimentos nas áreas de oftalmologia, cardiologia, ortopedia, oncologia, ginecologia e otorrinolaringologia.
A oftalmologia concentra a maior previsão, com 170 mil procedimentos por ano no país. Cardiologia aparece na sequência, com 133 mil, seguida por ortopedia, com 113 mil, e oncologia, com 72 mil.
O programa também passou a incluir a Terapia Renal Substitutiva, destinada a pacientes que necessitam, entre outros atendimentos, de hemodiálise. Atualmente, 136 instituições estão vinculadas a essa modalidade. Os contratos destinam R$ 350 milhões ao serviço, com previsão de atendimento continuado para aproximadamente 40 mil pacientes por mês.
Parte dos atendimentos previstos pelo programa já começou a ser realizada no país. Conforme o balanço divulgado pelo Ministério da Saúde, 23 estabelecimentos tiveram a produção validada, com 6,2 mil procedimentos realizados e 7,2 mil pacientes atendidos. Os serviços já prestados representam R$ 26 milhões.















