Produtores de maçã de São Joaquim, na Serra Catarinense, recorreram a torres de ventilação para reduzir o risco de danos causados pela geada. Os equipamentos foram acionados por volta das 22h de terça-feira (15), depois que sensores meteorológicos identificaram condições favoráveis à formação do fenômeno.
Na manhã de quarta-feira (16), a temperatura chegou a -2,8°C no município, onde a geada foi registrada em diferentes pontos. Em Bom Jardim da Serra, também na região serrana, os termômetros marcaram -4,8°C.
Conhecidas como wind machines, as torres possuem grandes hélices que movimentam o ar sobre os pomares. O sistema é utilizado principalmente durante a geada radiativa, quando o ar frio permanece concentrado perto do solo e uma camada mais quente fica acima.
Com a movimentação das hélices, as duas camadas de ar são misturadas. O processo ajuda a elevar a temperatura ao redor das macieiras e diminui o risco de congelamento das plantas. Conforme o terreno e as condições atmosféricas, cada equipamento pode proteger uma área de até nove hectares.
O monitoramento é feito por sensores instalados nas propriedades. Os aparelhos acompanham as condições meteorológicas e permitem que as torres sejam ligadas antes da formação da geada.
A atenção dos produtores é maior durante os períodos em que flores e outras estruturas sensíveis das macieiras estão expostas às baixas temperaturas. O frio intenso nessa fase pode comprometer o desenvolvimento dos frutos e causar prejuízos na produção.
Além das torres de ventilação, algumas propriedades utilizam irrigação por aspersão. As duas técnicas podem ser aplicadas de forma combinada para diminuir os impactos das temperaturas negativas nos pomares.
Segundo a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), a tecnologia também é utilizada em regiões produtoras de frutas dos Estados Unidos e da Nova Zelândia.















