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Eleições 2026

Lula diz a pastores que a cor vermelha do PT representa o “sangue de Cristo” e a barba, Jesus

Em encontro no Planalto com a Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito, presidente também disse que avisou Trump para não interferir na eleição

Lula diz a pastores que a cor vermelha do PT representa o “sangue de Cristo” e a barba, Jesus
Foto: Reprodução
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O presidente Lula (PT) disse a cerca de 30 pastores evangélicos, reunidos no Palácio do Planalto nesta quarta-feira (16), que usava o sangue de Cristo para explicar a cor vermelha da bandeira do Partido dos Trabalhadores. Na mesma fala, afirmou que a própria barba também tinha uma resposta ligada a Jesus.

O encontro reuniu integrantes da Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito, coletivo de pastores e teólogos do campo progressista que declarou apoio à reeleição de Lula em agosto, além de convidados dos Estados Unidos e de Cuba. A agenda constava como compromisso oficial de presidente, e não de campanha.

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“Quando eu criei o meu partido, eu passei anos tendo que explicar a cor da bandeira do meu partido. Eu utilizava o sangue de Cristo como exemplo do vermelho da minha bandeira”, disse Lula aos religiosos.

Segundo o presidente, depois da cor vieram os questionamentos sobre a estrela do PT. Ele contou que passou a vida mostrando que os grandes navegadores usavam a estrela como guia para atravessar os mares.

Por último, a pergunta foi sobre a barba. “Por que eu tinha barba? Eu falava Jesus Cristo era barbudo”, afirmou. Lula reconheceu que os argumentos não convenciam os adversários. “Tem gente que não quer ser convencido”, completou.

No início do discurso, o petista falou da própria trajetória. Disse que Deus pegou um menino nascido no Nordeste, com risco de morrer de fome antes dos cinco anos, e o levou três vezes à Presidência da República.

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Lula também afirmou que não aceita convite para fazer comício em igreja, seja católica ou evangélica. Segundo ele, política se faz na rua e a fé de cada pessoa deve ser respeitada.

A 19 dias da eleição, o presidente disse que já avisou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a quem chamou de amigo, para não se meter nas eleições brasileiras. “O povo brasileiro é soberano”, declarou.

Entre os participantes estavam o advogado-geral da União, Jorge Messias, o pastor Ariovaldo Ramos, fundador da Frente, e o reverendo Bronson Woods, da Igreja Batista Ebenezer, de Atlanta, nos Estados Unidos. A primeira-dama Janja também acompanhou a reunião.

A aproximação com os evangélicos acontece num momento em que o segmento pende para o adversário. Pesquisa Quaest feita entre 10 e 13 de setembro mostra Flávio Bolsonaro (PL) com 51% das intenções de voto entre evangélicos num eventual segundo turno, contra 28% de Lula. O levantamento ouviu 2.004 pessoas e tem margem de erro de dois pontos percentuais.

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