“Por amor a essa história”: viúva de empresário de Tijucas assassinado no RS reabre a Di Mary Colchões
Em vídeo emocionado, a esposa de André Stein anunciou que vai dar continuidade à marca de colchões que o marido construiu em Tijucas. O empresário foi morto durante viagem de trabalho no Rio Grande do Sul e o caso segue sob investigação.
Por Equipe Jornal Razão·13 jun 2026·6 min de leitura·Atualizado há 2 meses
Foto: Reprodução
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Foi com lágrimas contidas que a esposa do empresário André Stein, dono da Di Mary Colchões, anunciou aos clientes e seguidores que vai dar continuidade ao negócio que o marido construiu em Tijucas, no Litoral Norte de Santa Catarina. André foi encontrado morto no dia 30 de maio, no interior do Rio Grande do Sul, durante uma viagem de trabalho.
“Eu já chorei muito hoje para tentar chegar a esse ponto”, contou ela, em um vídeo publicado nas redes sociais da marca. Segundo o relato, o primeiro impulso foi abandonar tudo. “No primeiro momento eu não queria nem ver nada, porque isso levou a vida do meu marido e eu queria jogar tudo pro alto”, disse.
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A decisão de continuar, segundo ela, veio com o tempo e com a reflexão sobre o filho do casal. “Esse filho, quem sabe mais futuramente, ele vai querer tocar o legado do pai. Eu acho que seria muita covardia da minha parte simplesmente jogar tudo pro alto”, afirmou. Ela lembrou que a própria marca leva uma homenagem ao seu nome. “A Di Mary surgiu em homenagem ao meu nome, porque meu nome é Mary. Então eu não posso deixar isso morrer.”
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‘A história jamais vão apagar’
Em outro momento, a empresária descreveu o marido como um homem que trabalhava com dedicação e que fez amizades por onde passou. “Ele criou uma história muito bonita, uma imagem muito bonita de um homem que trabalhou com tanto amor, com tanto carinho”, relatou. “Apagaram a vida dele, mas a história jamais vão conseguir apagar.”
A empresária explicou que o negócio seguirá com algumas mudanças. A entrega, antes feita pessoalmente por André, agora será terceirizada. “É impossível fazer o que o André fazia, que custou a vida dele. Ele era essa pessoa que gostava dessa relação com o cliente”, disse. Mesmo assim, prometeu manter o padrão. “Vai ser feito com muito amor, com muito carinho, sempre na melhor qualidade, como ele sempre cuidou e preservou.”
Produtos prontos
Ela também avisou que há produtos prontos na fábrica, encomendados por clientes que haviam fechado negócio diretamente com André. “Tem gente que já nos chamou pela rede social, e a gente já despachou a mercadoria”, explicou, orientando quem comprou a procurar o contato disponível no perfil da empresa. Há ainda colchões em pronta-entrega, incluindo modelos de casal e King.
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Ao encerrar, a empresária pediu o apoio dos seguidores para seguir em frente. “Eu preciso do apoio de vocês, do carinho de vocês, das forças de vocês para essa história dar continuidade. Eu peço as orações de vocês para ter força para continuar.”
O caso da morte de André Stein, de 37 anos, segue sob investigação da Polícia Civil do Rio Grande do Sul, que apura as circunstâncias do ocorrido. Ele teria sido alvo de uma emboscada durante viagem para efetuar a entrega de colchões. A suspeita é de que a encomenda tenha sido feita pelos assassinos, que fugiram sem conseguir levar o caminhão.