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URGENTE: “Quem tem medo da PF?”, desafia Moraes em julgamento de Moraes no STF

Ministro acusou André Mendonça de ter pedido à Polícia Federal a inclusão de um colega de Corte em delação premiada e disse que tem testemunhas do episódio

Ministro Alexandre de Moraes fala durante o julgamento da Peticao 16.662 no plenario do STF
Foto: Reprodução
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O ministro Alexandre de Moraes pediu a palavra na sessão extraordinária do Supremo Tribunal Federal desta terça-feira (15) e acusou o colega André Mendonça de ter acionado a Polícia Federal para exigir a inclusão de um ministro da Corte em uma delação premiada.

“Quem tem medo da Polícia Federal?”, questionou Moraes, dirigindo-se ao plenário. Em seguida, afirmou que existem testemunhas do episódio e que apresentará os nomes. Segundo ele, há pessoas que ouviram Mendonça pedir, durante reunião, a inclusão do ministro Alexandre.

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A fala de Moraes veio logo após a manifestação de Luiz Fux, que havia acusado a Polícia Federal de atuar de forma instrumentalizada contra o Judiciário e falado em monitoramento de ministros. A resposta de Moraes inverteu o eixo do debate: o ministro que é alvo do relatório policial saiu em defesa da corporação.

Capa do vídeo do YouTube

Moraes foi além e acusou Mendonça de estar a serviço de um partido político. Também classificou como fraudulenta a apuração que o atinge e afirmou que ela começou contra ele muito antes do episódio atual.

Mendonça reagiu durante toda a intervenção, afirmando que Moraes estava mentindo.

A acusação sobre a delação já constava da peça que Moraes apresentou à Presidência da Corte. No documento, o ministro pediu a intimação de testemunhas que teriam presenciado, em reuniões, pedidos de Mendonça para que a Polícia Federal solicitasse medidas contra ele e para incluí-lo, ao lado do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, em acordo de colaboração premiada.

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Na mesma manifestação, Moraes negou ter trocado as mensagens atribuídas a ele com o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. Chamou os diálogos de fantasiosos e afirmou que Mendonça montou uma farsa incriminatória com objetivos eleitorais.

Mendonça enviou manifestação à Presidência do STF na segunda-feira (14). No documento, defendeu as medidas adotadas na investigação e afirmou que a intimação presencial dos delegados responsáveis pelo caso ocorreu por cautela, diante de referências ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, em anotações atribuídas a Vorcaro. Segundo ele, a medida buscou preservar o sigilo da apuração e não significou atribuir suspeitas às autoridades citadas.

O confronto entre os dois ministros começou em 31 de agosto, quando Moraes procurou Mendonça no gabinete para uma conversa reservada. O encontro terminou em discussão de tom elevado. Moraes havia descoberto que Mendonça determinara à Polícia Federal a identificação do interlocutor de Vorcaro em uma conversa que citava Gonet e Andrei Rodrigues. A corporação identificou o próprio Moraes.

O plenário julga a Petição 16.662 e decidirá, entre outros pontos, se o relatório produzido pela Polícia Federal é válido e se há elementos para abrir investigação contra Moraes. A Procuradoria-Geral da República sustenta a nulidade do material.

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