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O beijinho não pode esperar: dois lobos-marinhos protagonizam despedida em praia de Florianópolis

Reabilitados pela ONG R3 Animal, os animais pararam tudo na areia da Praia do Moçambique, para encostarem os focinhos antes de retornarem ao oceano. Fotos: Divulgação / R3 Animal

O beijinho não pode esperar: dois lobos-marinhos protagonizam despedida em praia de Florianópolis
Foto: Reprodução
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Uma cena absolutamente inacreditável e cheia de fofura parou a Praia do Moçambique, em Florianópolis. Quando a equipe de resgate abriu as caixas para devolver dois lobos-marinhos-do-Sul à natureza, ninguém esperava pelo o que iria acontecer a seguir.

Em vez de correrem direto para a água, os dois pararam, olharam um para o outro, correram na mesma direção e encostaram os focinhos em um cumprimento emocionante, como se estivessem combinando o rumo da viagem ou trocando um último “obrigado por tudo”.

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O momento mágico foi registrado durante a soltura realizada pela R3 Animal, ONG dedicada ao resgate e reabilitação de fauna marinha (que executa o Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos – PMP-BS).

Mas o que quase ninguém sabe é o drama que esses dois passaram antes desse encontro inesquecível.

De 14 kg e machucado a um gigante recuperado

O primeiro guerreiro dessa história é um macho juvenil que viveu um verdadeiro milagre. Ele foi resgatado em Balneário Gaivota pela equipe da Educamar (PMP-BP) em um estado de cortar o coração:

  • Peso crítico: Pesava apenas 14 kg.
  • Saúde delicada: Estava quase sem reação e com um machucado sério no olho direito.

Depois de cinco dias intensos de Unidade de Terapia Intensiva de Pinnípedes, na Educamar, ele foi transferido para a R3 Animal. Com muito amor, tratamento de ponta e um banquete diário de peixes, o garoto deu a volta por cima e atingiu incríveis 20 kg no dia do retorno ao mar!

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Superação

A parceira dele nessa despedida foi uma fêmea juvenil resgatada em Laguna pela equipe da Udesc. O resgate parecia simples, até que os biólogos notaram algo errado: ela não conseguia encostar uma das nadadeiras no chão.

Um exame de raio-X revelou uma fissura na osso da nadadeira, o que a impedia de nadar e caçar.

Após semanas de fisioterapia e cuidados especiais na R3 Animal, a garota se recuperou 100%, voltou a usar a nadadeira normalmente e provou que está mais do que pronta para encarar as ondas do oceano.

O que acontece agora?

Antes de se despedirem com aquele beijinho de focinho que viralizou, os dois receberam uma anilha de identificação individual.

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Isso significa que, onde quer que eles surjam na costa brasileira, os cientistas saberão exatamente quem são os dois amigos que deram um show de afeto e superação nas praias de Santa Catarina.

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