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Eleições 2026

Carlos Bolsonaro dispara contra Amin: “há mais de 30 anos lá dentro” e “já votou 58% com o PT”

Em discurso de campanha em Palhoça, candidato do PL ao Senado mirou o adversário sem citar o nome, cobrou voto na reforma tributária e disse que impeachment de ministro do STF vai avançar com ele e Carol de Toni

Esperidião Amin e Carlos Bolsonaro
Foto: Reprodução
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Em discurso de campanha em Palhoça, na Grande Florianópolis, o candidato ao Senado Carlos Bolsonaro (PL) mirou o senador Esperidião Amin (PP), adversário na disputa pelas duas vagas de Santa Catarina, sem citar o nome dele. “Tem um candidato de direita que dizem aí, de outro partido, de outra coligação, que votou a favor da reforma tributária. Mesma pessoa que já votou 58% com o PT. Há mais de 30 anos lá dentro, os problemas aqui não são resolvidos de maneira nenhuma”, afirmou.

Amin é o único candidato ao Senado que se apresenta como de direita fora do PL. Disputa a reeleição pelo PP, na coligação de João Rodrigues (PSD), depois que o partido de Carlos decidiu lançar chapa pura com ele e Carol de Toni nas duas vagas. O percentual citado por Carlos é o mesmo do índice de governismo do senador no Radar do Congresso, ferramenta do site Congresso em Foco, que mede quantas vezes o parlamentar votou de acordo com a orientação do governo Lula entre fevereiro de 2023 e setembro de 2026.

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Antes do recado, Carlos falou da própria trajetória. “São 26 anos de vida pública, respeitosamente me dirigindo aos senhores. Eu tenho certeza absoluta que eu ajudei a construir esse movimento de direita no Brasil”, disse o ex-vereador do Rio de Janeiro, que transferiu o título eleitoral para Santa Catarina no fim de 2025.

Carlos Bolsonaro discursa em evento de campanha em Palhoça

Boa parte do discurso foi dedicada à campanha do irmão, Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência. Carlos contou que recebeu uma ligação do ex-ministro Adolfo Sachsida, que coordena a área econômica da campanha de Flávio ao lado da ex-presidente da Caixa Daniella Marques, para parabenizá-lo por um vídeo sobre o split payment, o novo sistema de recolhimento de impostos da reforma tributária. Segundo Carlos, a repercussão fez o governo Lula adiar a aplicação da medida de 2027 para 2028.

Ele disse ainda que Daniella Marques, por determinação de Flávio, prepara um estudo para revogar os impostos criados pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad. “A linha sempre que é agregada pelo presidente Flávio é desburocratização”, afirmou. “Se a gente não eleger o Flávio, não adianta nada a gente conversar e debater sobre a reforma tributária.”

Carlos também apresentou o primeiro suplente, Rafael Caleffi, que foi vereador duas vezes e prefeito de São Lourenço do Oeste, reeleito em 2020 com 78,48% dos votos válidos. Disse que Caleffi será a base dele no Oeste e que terá outras no Norte e no Sul do estado, “para que a gente não fique pedindo migalha para o presidente, mas para que a gente finalmente resolva os problemas estruturais de Santa Catarina”.

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No trecho mais duro, voltou à pauta do Supremo. “A normalidade jurídica, a estabilidade econômica passa pelo impeachment de ministro do Supremo Tribunal Federal. E essa pauta vai avançar comigo e com a Carol, lá no Senado”, disse, ao defender também a libertação dos presos pelos atos de 8 de janeiro.

Para justificar o peso de Santa Catarina na estratégia da família, Carlos lembrou as visitas do irmão ao estado. “Nós não trouxemos o Flávio três vezes pra Santa Catarina à toa, não. O estado que o Flávio mais visitou foi Santa Catarina, porque ele entende que Santa Catarina é um reflexo do que ele quer pro Brasil”, afirmou. Ele disse acreditar que o governador Jorginho Mello (PL) e Flávio podem vencer no primeiro turno.

Amin, de 78 anos, é ex-governador, ex-prefeito de Florianópolis e cumpre o segundo mandato no Senado. Até a publicação desta reportagem, ele não havia comentado a fala de Carlos. A eleição está marcada para 4 de outubro.

Leia também: Inusitado: Carlos Bolsonaro contrata G P S por R$ 150 mil para disputa ao Senado por SC

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