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Em silêncio no 2º turno, Cury já disse que “não dá para apoiar o Lula” e lamentou 4º mandato

Terceiro colocado, Augusto Cury disse em setembro que é “o pesadelo do Lula” e fez exigências a Flávio Bolsonaro para liberar os eleitores

Em silêncio no 2º turno, Cury já disse que “não dá para apoiar o Lula” e lamentou 4º mandato
Foto: Reprodução
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Terceiro colocado na eleição para presidente, com 3.448.569 votos (2,89% dos válidos), Augusto Cury (Avante) já disse que “não dá para apoiar o Lula”. A fala é de uma entrevista concedida à revista Exame em 10 de setembro, depois de um encontro com empresários em São Paulo, e voltou a circular nas redes nesta semana, com o 2º turno entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) marcado para 25 de outubro.

“Eu não vou apoiar o Lula claramente no segundo turno”, disse Cury na entrevista. “O pesadelo do Lula, com muito respeito, é a minha candidatura, Augusto Cury, porque eu não tenho história de corrupção.”

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O escritor afirmou que problemas que ele estuda há décadas não foram resolvidos desde 2003, quando Lula assumiu a Presidência pela primeira vez. Citou o ensino de matemática e de ciências e disse que mais de 90% dos jovens saem do ensino médio sem aprender matemática. “Como ele vai resolver no quarto mandato? Não dá para apoiar o Lula.”

Três dias antes, em sabatina na Jovem Pan, em 7 de setembro, Cury já tinha criticado a nova candidatura do petista. “Eu lamento o Lula da Silva. Lamento muito que alguém na idade dele queira concorrer ao quarto mandato. É quase que inacreditável”, disse. Em seguida, falou da violência contra a mulher: segundo ele, 1.571 mulheres foram mortas pelos parceiros no ano passado.

Augusto Cury em sabatina na Jovem Pan, em 7 de setembro

As condições para Flávio

Na mesma entrevista à Exame, Cury fez exigências a Flávio Bolsonaro. “Ele tem que provar que não tem corrupção. Ele tem que provar para onde foi o dinheiro do Dark Horse”, disse, em referência ao filme sobre Jair Bolsonaro. Também cobrou que o senador assine em cartório o compromisso de executar o plano de governo dele. “Se ele fizer isso, as pessoas que me seguem estão liberadas para votar nele.”

A versão que circula nas redes desde quarta-feira (7) corta essa parte e mostra apenas a frase de que os seguidores estariam “liberados” para votar em Flávio.

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Silêncio no 2º turno

Depois da apuração do 1º turno, no domingo (4), Cury disse que ficaria em silêncio sobre a disputa e que ninguém está autorizado a pedir ou anunciar apoio em nome dele. Nesta quarta-feira (7), publicou um vídeo em que pede paciência aos eleitores e diz que vai se pronunciar “em breve”, sem citar Lula nem Flávio.

Fontes: entrevista de Augusto Cury à revista Exame e sabatina da Jovem Pan com Augusto Cury.

© Jornal Razão. Reprodução permitida com crédito e link para a matéria original: jornalrazao.com/politica/cury-silencio-segundo-turno-nao-da-para-apoiar-lula

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