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Deputado diz que Lula “tinha que estar na cadeia” e prevê falência de pequenas cidades de SC

Em entrevista ao Jornal Razão, o deputado federal Rafael Pezenti (MDB), de Ituporanga, disse que votou contra a reforma tributária porque nenhum deputado leu as 320 páginas apresentadas 20 minutos antes da votação e afirmou que a cobrança no destino levará os pequenos municípios catarinenses à falência. Ele deu nota zero a Lula, 7 a Jorginho Mello e admitiu que preferia Tarcísio de Freitas a Flávio Bolsonaro na Presidência.

Deputado diz que Lula “tinha que estar na cadeia” e prevê falência de pequenas cidades de SC
Foto: Reprodução
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Em entrevista ao Jornal Razão, o deputado federal Rafael Pezenti (MDB), 38, morador de Ituporanga e criado em Atalanta, candidato à reeleição em 2026, disparou contra o governo Lula, o STF e a reforma tributária que passa a vigorar em definitivo em 1º de janeiro. Ele afirmou que a mudança na cobrança de impostos, do município que produz para o município que consome, será “a falência dos pequenos municípios de Santa Catarina”, disse que votou contra o texto porque “nenhum deputado leu” as 320 páginas apresentadas 20 minutos antes da votação, deu nota zero a Lula, nota 7 a Jorginho Mello e a si mesmo, e admitiu: seu candidato à Presidência seria Tarcísio de Freitas, não Flávio Bolsonaro.

“PRA QUEM GOSTA DE TRABALHAR, TÁ UMA PORCARIA”

Logo na abertura da conversa com o diretor do Jornal Razão, Lorran Barentin, Pezenti resumiu o que diz defender no mandato: o valor do trabalho. Segundo ele, o país inverteu os incentivos. “O Brasil nunca teve tão bom para quem é vadio”, afirmou, citando quem, na avaliação dele, “gosta de ficar mamando no Estado” e vive às custas de benefícios sociais. “Agora, pra quem gosta de acordar cedo, arregaçar manga, mostrar serviço, produzir riqueza, aí tá uma porcaria.”

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O deputado sustenta que o Estado brasileiro pune quem prospera. “Parece que no Brasil é pecado ter lucro”, disse. Na descrição dele, o empreendedor que vence o mercado, o tempo e a burocracia passa a ser “massacrado”: “Se ele começa a colocar a cabecinha um pouco pra fora, o Estado vem e passa foice.” A defesa que faz é de um Estado que não “engesse” quem quer transformar trabalho em riqueza, porque, argumenta, é esse trabalho que sustenta a máquina pública.

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LEITE IMPORTADO, SATÉLITE E SAFRA PERDIDA: AS QUEIXAS DO AGRO

Questionado sobre o que o governo federal fez para prejudicar o agricultor catarinense, Pezenti listou quatro frentes. A primeira é a abertura da fronteira para o leite da Argentina e do Uruguai, prática que ele classifica como dumping: segundo o deputado, o produto entra no Brasil abaixo do custo de produção nacional e abaixo do preço praticado nos próprios países vizinhos, e o governo, mesmo admitindo o problema, não teria tomado nenhuma providência. A informação é a versão dele, não confirmada de forma independente nesta reportagem.

A segunda é a fiscalização por satélite. “O satélite não consegue identificar se aquela fumaça tá saindo de uma chaminé, do palheiro do agricultor, ou se é uma queimada ilegal”, afirmou. Nem, segundo ele, se “a bracatinga que caiu foi por força do vento ou foi uma motosserra”. O resultado prático, na versão do parlamentar, aparece quando o produtor busca financiamento para tocar a safra e descobre que a área está embargada.

A terceira é o veto ao projeto dos safristas, que permitiria a beneficiários do Bolsa Família trabalhar em safras com carteira assinada e contrato, sem perder o benefício. “Pois o Lula foi lá e vetou”, disse. Ele cita como consequência produtores da serra que perderam parte da safra de maçã por falta de mão de obra para a colheita. Pressionado por Barentin sobre por que o trabalhador não pode atuar sem registro, Pezenti respondeu que o agricultor não corre o risco: em dois ou três dias, afirma, o Ministério do Trabalho bate na propriedade. “Os auditores amassam toda a safra, vão com as caminhonetes, com um fuzil apontando pra cabeça do produtor”, e o produtor acaba na lista suja sob acusação de trabalho análogo à escravidão. O relato é a versão do entrevistado.

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O entrevistador contrapôs que o mesmo aparato de repressão não alcança o tráfico de drogas. Pezenti concordou e generalizou a crítica: o governo “gosta muito de inchar a máquina pra fiscalizar quem produz, mas não consegue colocar gente suficiente pra subir o morro, pra tirar o fuzil da mão de traficante”. Faz concurso para centenas de auditores fiscais do Trabalho, disse, mas não abre vaga para fiscal agropecuário em porto, o que, segundo ele, inviabiliza importações e exportações.

“QUANDO SOBRA 50 CENTAVOS EM BRASÍLIA, NÃO É PRA SC QUE ELES PENSAM EM MANDAR”

Para o deputado, Santa Catarina é punida pela própria competência. “Quando sobra 50 centavos em Brasília, não é pra Santa Catarina que eles pensam em mandar”, afirmou, porque na visão da capital federal o estado “já tem tudo”: infraestrutura e boa renda per capita. Ele credita esse desempenho à vocação empreendedora local e acrescenta um componente político: “nós temos um Estado que vota na direita” e onde, segundo ele, “a esquerda nunca governou” e não governará “pelas próximas décadas”.

Barentin ponderou que a defasagem não começou agora e que nem o governo de Jair Bolsonaro privilegiou Santa Catarina, muitas vezes deixando de enviar recursos. Pezenti não negou o dado, mas pediu contexto: foram apenas quatro anos, atravessados pela pandemia e pelo que chamou de “maior crise financeira desde a Segunda Guerra Mundial”. Ainda assim, disse, não faltou dinheiro para a saúde em Santa Catarina nem nos outros 26 estados. E fez a conta política: “Em 2002 deu PT, em 2006 deu PT, em 2010 deu PT, em 2014 deu PT, em 2022 deu PT. E a culpa é do Bolsonaro, que nesse período todo governou quatro anos.” Sua conclusão é que o país precisa “experimentar um governo liberal”.

REFORMA TRIBUTÁRIA: 320 PÁGINAS EM 20 MINUTOS

O ataque mais duro do parlamentar foi à reforma tributária, que entra em vigor de forma definitiva em 1º de janeiro. Ele afirma que fez o que pôde para barrá-la e sustenta que a votação foi viciada pelo procedimento.

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O texto final foi apresentado com 20, 30 minutos de antecedência. Eram 320 páginas, 499 artigos. Nenhum deputado federal leu a reforma tributária antes de colocar o seu dedo.

Para ele, o argumento de que o tema era discutido havia décadas não resolve o problema, porque o que foi ao painel era outro texto. “Mesmo se fosse um projeto bom, eu teria votado contra. Não posso votar a favor de uma coisa sem ler.”

Pezenti diz não ser tributarista e critica a presunção de onisciência no Congresso: “Tem gente que acha que se elege deputado, baixa o espírito santo e passa a ser conhecedor de todas as coisas. Eu não.” Sobre o mérito, afirma que a reforma dará ao Brasil o maior imposto sobre valor agregado do mundo, superando a Hungria, sem melhora correspondente nos serviços: as estradas, a fila de exames e consultas e a educação, segundo ele, continuarão como estão, “mas pagando o maior imposto do mundo”.

Ele detalhou três impactos concretos. No ITCMD, o imposto sobre herança, a cobrança passa a incidir sobre o valor de mercado e não sobre o valor pago, com alíquota progressiva de até 8%: no exemplo que deu, um terreno de 20 hectares comprado por R$ 200 mil há 20 anos e hoje avaliado em R$ 5 milhões pode gerar cerca de R$ 400 mil de imposto na transferência ao herdeiro. Nos insumos agropecuários, calcula aumento de pelo menos 10%, custo que, ressalva, atinge principalmente o consumidor, com o repasse embutido no preço da comida na prateleira.

O terceiro ponto é o que ele considera fatal para Santa Catarina: a cobrança passa a ser feita no destino, e não mais na origem. “Santa Catarina é um estado formado por pequenos municípios, que produzem muito, mas consomem pouco”, disse, citando Atalanta, cidade onde se criou, com cerca de 3 mil habitantes e forte produção agropecuária. Antes, a arrecadação vinha do que o município produzia; agora virá do que consome. “Vai ser a extinção, vai ser a falência dos pequenos municípios de Santa Catarina. A reforma tributária vai ser a pior porcaria desse governo Lula.”

Perguntado por que algum parlamentar votaria conscientemente a favor de aumento de imposto, ele lembrou que o quórum de PEC é de três quintos, ou 308 dos 513 deputados, e que a proposta teve mais que isso. A explicação que ofereceu é dupla e grave: “Ou ele acredita que a população está pagando pouco imposto e tem que se ferrar, ou então ele teve alguma vantagem indevida e não avisou pra quem deu o mandato.” A acusação é genérica, sem indicação de nomes ou provas.

FUSÃO DE PEQUENOS MUNICÍPIOS: “EU VOTARIA CONTRA”

Barentin levou o debate adiante e apresentou o outro lado: há quem defenda fundir pequenos municípios, não extingui-los fisicamente, mas acabar com prefeitura e câmara e transformá-los em bairros ou distritos, num estado com 295 municípios e dezenas de cidades de 3 mil a 5 mil habitantes. Pezenti rejeitou. “Pra quem mora lá, é muito bom que aquela comunidade seja um município”, disse, argumentando que a proximidade garante resposta: se o poder público não chega à estrada do produtor de tabaco a 50 km de Ituporanga, o pequeno município intermediário resolve. “Se o cara não votou no prefeito, ele votou no candidato contra e ainda assim tem moral pra poder cobrar.”

O entrevistador insistiu: e se esses municípios estiverem sendo estrangulados, sem conseguir se manter? A resposta de Pezenti é cortar custo, não status. Ele propõe limitar o número de secretarias em municípios abaixo de 5 mil habitantes. “Tem prefeituras, em municípios muito pequenos, com 10, 11, 12 secretarias”, criadas, segundo ele, “pra dar emprego a quem ajudou na eleição”. E deixou duas perguntas no ar: o vice-prefeito de município pequeno precisa receber salário? Uma cidade de 3 mil ou 4 mil habitantes precisa de nove vereadores? “Eu estou perguntando”, ponderou. Se a proposta de fusão fosse à votação, disse, “eu votaria contra”.

Daí ele emendou a defesa de mais autonomia legislativa para os estados, sobre fauna, flora, matéria criminal e trânsito, nos moldes americanos. Barentin observou que todos os candidatos recebidos pelo JR falam a mesma coisa e nada sai do campo da ideia. Para Pezenti, o motivo é a concentração de poder: “Qual é o ditador que abre mão voluntariamente do poder? Nenhum.” E emendou que o bom exemplo não vinga no país: “no Brasil o mau exemplo é replicado e o bom exemplo é punido”.

STF, MANDATO PARA MINISTRO E O CONTRATO DE R$ 129 MILHÕES

A conversa chegou ao Judiciário. Pezenti citou o encontro entre o ministro Alexandre de Moraes, o ministro Cristiano Zanin, o presidente Lula e o presidente do Senado, cujo teor foi tratado como reservado. “Foi perguntado o que aconteceu na reunião, responderam: secreto”, disse, afirmando que, segundo interlocutores, o objetivo era “apaziguar o clima”. Sua pergunta: “Que papel político é esse que a gente aceitou dar para o STF?”

Ele defende dois remédios: uma nova constituinte ou uma maioria no Senado disposta a pautar impeachment de ministro. Não acredita que um afastamento aconteça, mas diz que a ameaça bastaria. “Se a gente tiver maioria para aprovar o impeachment, já basta; eles se comportarão.” Na argumentação, afirmou que “129 milhões de reais é o contrato da esposa do Alexandre de Moraes” e questionou “as demais esposas” e os escritórios de advocacia que, na versão dele, circulam pelos gabinetes. São acusações do entrevistado, apresentadas sem documentação na entrevista, e o JR não as confirmou.

Sobre indicações, Pezenti é taxativo: “A gente precisa parar de se conformar que um presidente da República escolha o juiz que lá na frente vai julgá-lo.” Lembra que o próximo presidente indicará quatro dos 11 ministros e que apenas dois assentos atuais vieram de Bolsonaro. Dos dois, aprova André Mendonça, “ele que faz o contrapeso, o contraponto, a refutação”, e faz ressalva a Kassio Nunes Marques, que atribui a pedido do então presidente da Câmara Arthur Lira em troca de governabilidade: “Não acho que é um ministro ruim, nem perto de Alexandre de Moraes, mas eu não coloco a minha mão no fogo.”

Ele propõe critérios objetivos no lugar da indicação política, como eleição entre juízes, concurso público ou voto popular, adotados em outros países, e, sobretudo, mandato com prazo. “Tem que ter data de validade”, disse, sugerindo 5, 10 ou 15 anos, e citou Zanin, que só se aposentará compulsoriamente aos 70 anos. Sem prazo, argumenta, os ministros “se escoram nesse cargo vitalício” e não precisam ceder a nenhuma pressão popular. Ele diz que gostaria que o próximo presidente, seja quem for, não indicasse ninguém ao STF.

“TALVEZ EU SEJA O PRÓXIMO”: O CUSTO DE FALAR

Perguntado se tem liberdade para falar o que pensa em Brasília, Pezenti admitiu receber pressão, mas disse não recuar. “Duas coisas na minha vida eu nunca tive: medo e preguiça.” Lembrou que em 2022 nunca havia disputado eleição para vereador, prefeito ou deputado estadual e se lançou direto a deputado federal. “Eu não sou o cara mais preparado, eu não sou o melhor deputado do Brasil, aliás tô muito atrás dos melhores. Mas coragem eu tenho pra falar aquilo que as pessoas gostariam de falar e não têm oportunidade.”

Ele citou cassações de parlamentares de direita, a começar por Deltan Dallagnol, deputado mais votado do Paraná, que segundo ele perdeu o mandato “por um crime que hipoteticamente ele poderia vir a cometer”, e disse não se considerar imune. “Talvez eu seja o próximo. Mas eu prefiro perder o mandato lutando, defendendo aquilo que eu acredito, do que ser um bundão.” Se lhe faltar coragem, completou, prefere perder a eleição e ver o lugar ocupado por alguém disposto a fazer o que é certo.

O DEPUTADO, O SACRIFÍCIO E O CONGRESSO JÁ CONHECIDO

Eleito aos 35 anos, em 2022, com mandato que vai até 31 de janeiro de 2027, Pezenti diz que chegou a Brasília com vantagem: foi assessor do deputado Peninha, que disputou oito eleições e venceu as oito antes de abrir espaço para uma nova geração. “Eu não precisei gastar tempo e dinheiro do catarinense pra aprender a ser deputado”, afirmou, estimando estar “5, 10 centímetros à frente” dos demais novatos. Ser um dos 16 deputados federais de um estado de 8 milhões de habitantes, disse, o encheu de alegria e o envelheceu.

A rotina cobra caro. Ele passa três noites por semana em Brasília e quatro em Santa Catarina, geralmente em quatro cidades diferentes; a esposa, advogada, mora em Brasília. “Minha esposa tá casada com um pedaço de papel”, resumiu. Contou que às vezes passa em frente à casa dos pais e não para para abraçá-los para não chegar 20 minutos atrasado ao compromisso seguinte, e que faz tempo que não visita o sobrinho Henry, em Porto União, não assiste a um jogo do seu time nem joga uma pelada. “Coisas banais, coisas bestas, que no dia a dia acabam fazendo falta.”

Do lado bom, cita o mandato que vira obra: em Tijucas, disse, é possível ir ao hospital e ver a UTI erguida com recursos que destinou, além de ônibus entregues. Sobre o balanço dos quatro anos, o orgulho é não ter mudado, “eu saio desse meu primeiro mandato o mesmo cara que eu entrei, valorizando o barro que eu tenho embaixo da unha, sem um centavo ilícito no bolso”, e a frustração é ter pego o primeiro mandato com o PT na Presidência: chegou querendo ser propositivo e passou quatro anos “só defendendo, blindando quem produz”. Notou ainda que a bancada do agro em Brasília não representa o agro catarinense de pequenas propriedades e agricultura familiar.

NOTAS: ZERO PARA LULA, 9 PARA JOÃO RODRIGUES, 7 PARA SI MESMO

Na rodada de notas, Jorginho Mello ficou com 7: “Acho que fez um bom governo, mas errou politicamente”, ao abrir mão, segundo Pezenti, das principais forças políticas do estado, o que, na avaliação dele, pode ter colocado a eleição na mão de João Rodrigues. O prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), levou 9: “disputou 10, venceu 10, e tem chance de vencer a 11ª”. A si mesmo deu 7, dizendo que ainda “engatinha” na política, que quer assessores que puxem sua orelha e não seu saco, e que precisa melhorar a relação com os ministérios: “como eu bati demais no PT, as portas certamente se fecharam”.

Lula levou zero. “Esse cara tinha que estar na cadeia, não na presidência da República”, disse, comparando-o a “uma bananeira que não dá mais cacho” e propondo aposentá-lo com o salário que quiser, “mas fora da presidência”. Afirmou comemorar viagens internacionais do presidente: “toda vez que ele sai, é um dia a menos que ele tá no Brasil fazendo bosta”. Confrontado com a afirmação da primeira-dama Janja de que críticas às viagens são misoginia, respondeu que não se importa com o que ela pensa e que ela “só comete gafe”, citando o gesto obsceno dirigido ao presidente dos Estados Unidos. Atribui a Lula a responsabilidade por “dois tarifaços seguidos”.

Barentin perguntou se a culpa do tarifaço é de Lula ou de Eduardo Bolsonaro. Pezenti desviou da atribuição direta e reclamou que “enquanto houver algum problema no Brasil, a culpa vai ser dessa família”, ressalvando que os Bolsonaro “não são uma família perfeita”. E fez a admissão mais desconfortável da entrevista: “Sinceramente, não gostaria de votar no Flávio pra presidente do Brasil. Eu queria votar no Tarcísio.” Disse querer “virar essa página de Lula e Bolsonaro”, mas classificou o tema como matéria vencida: “Agora o Flávio é o candidato e a gente vai estar com o Flávio, acontece o que acontecer.”

Sobre o rótulo de centrão colado ao MDB, disse que recebeu convites para trocar de sigla na janela partidária e escolheu ficar: “Ou eu mudo de partido, ou eu mudo o partido.” Nega qualquer proximidade com o governo, “basta pegar a minha lista de votações”, e diz votar majoritariamente com a oposição, embora já tenha acompanhado a orientação do governo federal em algumas matérias: “Eu não bato só pra ver o grito.”

No recado final ao eleitor catarinense, pediu ceticismo diante da campanha que começa. “Não acreditem em promessas milagrosas”, disse, lembrando que gente que já chamou Lula de ladrão hoje o apoia. E fechou com a régua que propõe ao eleitor: “Se você vota num político ruim e ele erra no mandato, você é vítima. Se você ajuda a reeleger esse político, aí você deixa de ser vítima e passa a ser cúmplice.” A recomendação é conferir como o candidato votou nos últimos anos e, se ele não tem histórico público, como se comportou na vida pessoal.

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