O presidente Lula (PT) disse nesta quarta-feira (21), em Belo Horizonte, que o eleitor tem o direito de não votar nele, mas fez uma ressalva: “O cara pode ter o direito de não votar no Lula, mas ele não pode votar no miliciano pra ser presidente desse país”. A fala foi feita em cima do trio, durante a caminhada da campanha pelo centro da capital mineira.
Antes da ressalva, Lula afirmou que “cada pessoa nesse país tem o direito de votar em quem quiser” e listou o que fez no governo, como universidades, institutos federais, Bolsa Família e Pé-de-Meia, que, segundo ele, será estendido aos universitários. “As pessoas podem até ter o direito de não querer votar no Lula”, disse.
Em seguida, o presidente subiu o tom contra o adversário, Flávio Bolsonaro (PL), sem citar o nome dele nesse trecho. “Não é possível que alguém queira colocar o crime organizado dentro do Palácio do Planalto. Não é possível. Um cidadão que a única coisa que ele aprendeu na vida, ele certamente não aprendeu nem a andar, porque ele só sabe contar mentira, mentira e mentira”, afirmou.
Lula fechou com um recado direto ao senador: “Também, Flávio, abre o teu sigilo, p***a!”. O trio puxou em seguida o coro “Ei, Flávio, abre o sigilo”.

Mais cedo, em Guarulhos (SP), Flávio disse que aceita o desafio de abrir os sigilos bancário e telefônico, mas impôs condições, como a abertura do telefone de Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, ex-chefe de gabinete de Lula, das contas do Instituto Lula e dos gastos do cartão corporativo usado por Janja.
A quatro dias do segundo turno, marcado para domingo (25), os dois candidatos se enfrentam no debate da TV Globo na sexta-feira (23).
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