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Funcionária diz que levou dedo na cara ao recusar panfleto pró-Lula de sindicato em hospital de SC

Sindisaúde entregou o folheto na entrada dos funcionários do Hospital Regional de Araranguá; denúncia foi levada ao Ministério Público

2º turnoApuração do 2º turno, domingo às 17hFlávio × Lula voto a voto, no Brasil, em SC, nas 5.570 cidades e no exteriorAcompanhar →
Funcionária diz que levou dedo na cara ao recusar panfleto pró-Lula de sindicato em hospital de SC
Foto: Reprodução
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Uma funcionária do Hospital Regional de Araranguá, no Sul de Santa Catarina, denunciou ter sido intimidada depois de recusar um panfleto de apoio ao presidente Lula (PT) entregue pelo Sindisaúde nesta quarta-feira (21), a quatro dias do segundo turno.

A distribuição foi feita na entrada usada pelos funcionários do hospital. Um vídeo de 12 segundos, compartilhado no grupo de WhatsApp SINDISAUDE/HRA Oficial às 13h11, mostra um grupo de pessoas no portão, ao lado do estacionamento de motos, com os folhetos na mão. A mensagem que acompanha o vídeo diz: “Vergonha sindicato fazer campanha pra partido político!”.

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Seis minutos depois, no mesmo grupo, uma funcionária relatou a abordagem. “Fui abordada pelo sindisaude fazendo propaganda política. Fui educada, agradeci e disse que já tinha meu candidato. Em troca, recebi um dedo apontado na minha cara e uma tentativa de intimidação”, escreveu.

Na mesma mensagem, ela afirmou: “Sindicato não é dono do voto de ninguém! Vocês têm o direito de defender o Lula, e eu tenho o direito de escolher outro candidato. Democracia não é impor ideias, é respeitar escolhas”.

O que diz o panfleto

O folheto tem o título “Fique esperto agora para não chorar depois!” e é assinado por “O time da verdade”. O texto trata o fim da escala 6×1 como conquista do governo Lula e faz críticas ao candidato Flávio Bolsonaro (PL) em três pontos, que chama de “Tesouraço fiscal do Flávio”, “Nova reforma da Previdência” e a negociação direta entre trabalhador e patrão, sem o sindicato.

Denúncia ao Ministério Público

O caso foi divulgado por Letícia Soares, do perfil @espacoleticiasoares, que publicou o vídeo do portão, o panfleto e os prints das mensagens. “Pessoas que me enviaram falaram que estão se sentindo coagidas, inclusive, tão com medo de sofrer represálias por conta de tá denunciando esse ato”, disse ela em vídeo.

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Letícia afirma ter levado a denúncia ao Ministério Público e mandou um e-mail à direção do hospital, administrado pelo Imas, pedindo esclarecimentos sobre a “distribuição de panfletos de conteúdo político que está ocorrendo dentro do pátio do hospital, especificamente na entrada destinada aos funcionários”.

Ela também explicou que a primeira foto do panfleto que publicou foi editada para tirar a mão do funcionário que a enviou, a pedido dele, para que não fosse identificado e não sofresse represálias no hospital.

O artigo 37 da Lei das Eleições (Lei 9.504/1997) proíbe propaganda eleitoral em bens públicos e em bens de uso comum. Até a publicação desta matéria, o Sindisaúde e o Imas não haviam se manifestado publicamente sobre o caso.

Caso parecido na WEG

Na terça-feira (20), o juiz eleitoral da 87ª Zona Eleitoral de Jaraguá do Sul mandou parar a distribuição de um panfleto contra Flávio Bolsonaro na entrada da WEG, no Norte do estado. A ordem incluiu o diretório municipal do PT e o Sindicato dos Metalúrgicos de Jaraguá do Sul. Na decisão, o juiz equiparou a porta de fábrica a bem de uso comum.

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Leia também: Juiz manda assessor de deputada do PT parar com fake news contra Flávio Bolsonaro na WEG em SC

© Jornal Razão. Reprodução permitida com crédito e link para a matéria original: jornalrazao.com/politica/funcionaria-dedo-na-cara-panfleto-lula-sindicato-hospital-ararangua

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