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Eleições 2026

Merisio e João Rodrigues usam Cão Orelha para criticar gestão de Jorginho em debate pelo Governo de SC

Candidatos cobraram explicações sobre a atuação do governo no caso; João citou uma condenação que não existe e foi corrigido por Merisio

Merisio e João Rodrigues usam Cão Orelha para criticar gestão de Jorginho em debate pelo Governo de SC
Foto: Reprodução
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Gelson Merisio (PSB) e João Rodrigues (PSD) usaram o caso do cão Orelha, morto na Praia Brava, em Florianópolis, para criticar a gestão do governador Jorginho Mello (PL) no debate entre os candidatos ao Governo de Santa Catarina promovido pelo SCC SBT nesta segunda-feira (21).

Merisio disse que o tema ainda é ruim para a imagem de Santa Catarina e que segue sem explicação. Cobrou que o governo diga onde foram parar as imagens que mostravam “cenas de embrulhar o estômago” e por que a Polícia Civil indiciou um dos adolescentes, enquanto o Ministério Público arquivou e a CPI da Assembleia não andou.

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A fala retoma uma publicação do próprio governador em janeiro. Na época, Jorginho escreveu nas redes que a Polícia Civil fez diligências, colheu provas e pediu mandados à Justiça, e que as provas já estavam no processo e tinham embrulhado o estômago dele.

Capa do vídeo do YouTube

Na resposta, João Rodrigues classificou a declaração do governador como criminosa. Disse que Jorginho não poderia ter acesso ao inquérito, que corria em sigilo, e lembrou que seis adolescentes chegaram a ser apreendidos na porta de um avião e estavam sendo ameaçados de morte. “A pressa de lacrar na rede social, ele condenou os jovens”, afirmou.

Em seguida, João disse que o delegado de confiança do governador tinha sido condenado pelo Tribunal de Justiça a pagar multa de R$ 700 mil pelo uso político da polícia no caso. A informação está errada. O que existe é um pedido do Ministério Público de Santa Catarina para que a Justiça aplique multa de até R$ 795 mil ao ex-delegado-geral Ulisses Gabriel, e o pedido ainda será analisado pelo juiz responsável, sem prazo para decisão.

A correção veio do próprio Merisio, na réplica. Ele disse que não houve condenação do delegado-geral e que a Polícia Civil indiciou, sem afirmar se corretamente ou não, porque não acompanhou o inquérito em profundidade. Para o candidato do PSB, o assunto não está encerrado e precisa de resposta clara do atual governo, já que a participação ostensiva no início do caso depois sumiu.

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Na ação de improbidade administrativa, o MPSC acusa Ulisses Gabriel, hoje candidato a deputado estadual pelo PL, de usar a investigação do caso para promoção pessoal. A Promotoria contou mais de 40 publicações sobre o caso nas redes dele, contra sete nos canais oficiais da Polícia Civil no mesmo período, e pede ainda R$ 200 mil por dano moral coletivo e a proibição de contratar com o poder público por quatro anos.

A defesa de Ulisses afirma que a atuação fez parte do exercício regular das funções na Polícia Civil, que não há prova de uso de recursos públicos em benefício próprio nem de dolo, e que as acusações iniciais de violação de sigilo e abuso de autoridade foram retiradas pela Justiça.

O inquérito sobre a morte de Orelha foi arquivado pela Justiça em maio, acolhendo o entendimento da Promotoria de que não havia evidências de agressão como causa da morte nem provas do envolvimento de adolescentes.

Jorginho e João Rodrigues já tinham trocado acusações no mesmo debate, na discussão sobre o programa Estrada Boa Rural. Os candidatos voltam a se encontrar nesta terça-feira (22), no debate da Acaert.

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