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Eleições 2026

Candidato de Lula ao Governo de SC declara casa em SP e metade do patrimônio que tinha em 2010

Gelson Merísio, do PSB, encabeça a coligação Coragem para Mudar, que reúne PDT, PSOL, Rede e a federação do PT, e declarou R$ 652.954 à Justiça Eleitoral, tendo uma casa em São Paulo como único imóvel. Na 5ª disputa da carreira, o ex-presidente da Alesc soma duas vitórias, quatro partidos e a derrota no 2º turno de 2018.

Candidato de Lula ao Governo de SC declara casa em SP e metade do patrimônio que tinha em 2010
Foto: Reprodução
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Ele terminou o primeiro turno de 2018 como o candidato mais votado de Santa Catarina: 1.121.869 votos, 31,12%, cerca de 50 mil à frente de um bombeiro militar até então pouco conhecido. Três semanas depois, veio a virada: Carlos Moisés, empurrado pela onda que elegeu Jair Bolsonaro naquele ano, fez 71,09% e levou o governo. Oito anos depois daquela derrota, Gelson Merísio está de volta ao jogo, agora do outro lado do tabuleiro político: é o candidato da frente de Lula ao Governo de Santa Catarina.

Aos 60 anos, o administrador nascido em Xaxim, no Oeste catarinense, concorre pelo PSB com o número 40 e tem como vice Angela Albino, do PDT. A coligação, batizada de Coragem para Mudar, reúne PSB, PDT e as federações PSOL-Rede e Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV. É o palanque do presidente Lula no estado contra Jorginho Mello (PL), que tenta a reeleição, além de Marcelo Brigadeiro (Missão) e Professor Marcus Sodré (PSTU).

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Casa em São Paulo

À Justiça Eleitoral, Merísio declarou R$ 652.954 em oito bens. O item mais valioso responde sozinho por dois terços do total: uma casa em São Paulo, comprada em outubro de 2024 e avaliada em R$ 430 mil. É o único imóvel da declaração; nenhuma propriedade em Santa Catarina aparece na lista.

O restante se divide entre R$ 95 mil em participação na empresa Merisio Comércio de Materiais de Construção, R$ 123,9 mil somados entre quotas de capital e conta corrente na cooperativa Sicoob/Credimoc, um CDB de R$ 734 no Banco do Brasil, R$ 1.166 numa conta de pagamento do PicPay, uma linha telefônica avaliada em R$ 2.147 e um plano de previdência VGBL declarado com valor zero.

Entre os quatro candidatos ao governo, só o Professor Marcus Sodré, do PSTU, declarou menos: R$ 117 mil. Jorginho Mello informou R$ 2.818.037, mais de quatro vezes o patrimônio de Merísio, e Marcelo Brigadeiro, R$ 1.831.261. Os valores de todos os concorrentes estão no ranking de patrimônio do especial Eleições 2026.

Metade do pico de 2010

As declarações entregues ao TSE desde 2006 contam a curva. Na estreia, o então candidato do PFL informou R$ 434.192. Em 2010, o valor saltou para R$ 1.237.373, o pico da série. De lá pra cá, só desceu: R$ 660.038 em 2014, R$ 722.845 em 2018 e R$ 652.954 agora, quase R$ 70 mil a menos do que em 2018. Em números nominais, o patrimônio cresceu 50% em vinte anos, mas equivale a pouco mais da metade do que ele declarava em 2010, e a comparação nem considera a inflação do período, que aumentaria a distância.

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Cinco eleições, quatro partidos

A eleição de 2026 é a quinta da carreira de Merísio nos registros do TSE, todas desde 2006. Foi eleito deputado estadual duas vezes, em 2010, pelo DEM, e em 2014, pelo PSD, quando entrou por quociente partidário. No caminho, presidiu a Assembleia Legislativa em dois períodos e trocou de legenda: começou no PFL, seguiu no DEM, nome que o partido adotou em 2007, passou pelo PSD e hoje está no PSB, encabeçando a chapa apoiada pelo PT.

A virada de 2018

A campanha de 2018 segue como o capítulo mais duro dessa trajetória. Merísio venceu o primeiro turno com 31,12% dos votos e chegou ao segundo na frente de Carlos Moisés, que tinha feito 29,72%. No dia 28 de outubro, o placar virou de ponta-cabeça: 71,09% a 28,91%. Merísio terminou o segundo turno com 1.075.242 votos, menos do que os 1.121.869 que havia recebido no primeiro: 46,6 mil eleitores a menos mesmo com todo o estado em jogo.

Depois da derrota, ficou fora das urnas e não disputou a eleição de 2022. O retorno vem agora pelo campo oposto ao da origem, na mesma frente que lançou Décio e Afrânio ao Senado.

A disputa de outubro

O registro da candidatura aguarda julgamento pela Justiça Eleitoral, situação que divide com os demais concorrentes ao cargo. Para a campanha, declarou limite de gastos de R$ 11.562.724 no primeiro turno e de R$ 5.781.362 num eventual segundo.

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O nome do próximo governador sai das urnas em outubro. Até lá, a declaração de bens de Merísio e de todos os candidatos segue pública no DivulgaCandContas, o sistema do TSE, e reunida no especial Eleições 2026 do Jornal Razão, com os dados oficiais atualizados automaticamente.

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