O deputado federal Zé Trovão (PL-SC) chamou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de “vagabundo” em um vídeo publicado nas redes sociais nesta terça-feira (13). A gravação é um recado aos caminhoneiros, um dia antes do ato que a campanha de Lula prepara com a categoria em São Paulo.
No vídeo, o deputado critica Lula por chamar a categoria para o encontro depois de vetar trechos da MP do Frete, a medida provisória que criou regras para fiscalizar o piso mínimo do frete. Zé Trovão foi o relator do texto no Congresso. Segundo ele, o presidente vetou 80% da MP. “O Lula só pode tá de sacanagem, né?”, diz logo na abertura.
Gravado à noite, de chapéu e com uma camiseta com a inscrição “Anti Petista Brasil”, o vídeo tem cerca de um minuto. Zé Trovão fala direto com os caminhoneiros: “Durante três anos e meio, quase quatro anos, esse cara pisou na nossa classe, arrebentou com a nossa economia, jogou toda a categoria no buraco”.
Para o deputado, a reunião é “papinho” para conquistar a categoria. “Não caia na armadilha de vagabundo como o Lula”, afirma. Ele também pede que os caminhoneiros se unam para eleger Flávio Bolsonaro (PL), adversário de Lula no segundo turno.
No fim, Zé Trovão chama o presidente de “malandro” e “mentiroso” e se dirige a ele: “Tu não fez em quatro anos, tu não vai fazer bosta nenhuma”.
O que Lula vetou na MP do Frete
A MP do Frete (MP 1.343/2026) foi editada pelo governo no início do ano. Como relator na comissão mista do Congresso, Zé Trovão incluiu no texto a anistia às multas aplicadas a caminhoneiros pelos bloqueios de rodovias depois das eleições de 2022 e por atos ligados ao 8 de janeiro de 2023.
Lula sancionou a lei em agosto. O texto virou a Lei 15.485/2026, publicada em 6 de agosto, com vetos. Segundo a Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom), foram barrados a anistia, a troca por advertência das punições a quem descumpre o piso mínimo do frete e das multas por excesso de peso, e mudanças nas regras de pesagem dos caminhões. Para justificar o veto à anistia, o governo disse que queria evitar “um tratamento desigual”.
O ato da campanha de Lula com caminhoneiros está previsto para esta quarta-feira (14), em São Paulo, segundo a coluna Painel, da Folha de S.Paulo. Conforme a coluna, o encontro deve apresentar medidas do governo para a categoria, como a fiscalização do piso mínimo do frete e a portaria de julho que permitiu dobrar o número de pontos de parada nas rodovias.
O segundo turno da eleição presidencial entre Lula e Flávio Bolsonaro será no domingo, 25 de outubro.
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