Santa Catarina já soma 15 casos de crianças e adolescentes com hepatite aguda de origem misteriosa. Os pacientes registrados são de diversas regiões do estado e possuem idades entre 16 anos e cinco meses.
De acordo com a Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (Dive-SC), em abril deste ano a Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiu um alerta sobre o aumento
de casos de hepatite aguda de origem desconhecida. Até o momento não foi possível identificar exposições comuns, fatores de risco ou ligações entre os casos.
Além disso, os vírus comuns que causam hepatite viral aguda (vírus da hepatite A,B, C, D e E) não foram detectados em nenhum desses casos.
Entre os principais sintomas registrados estão dores abdominais, diarreia, icterícia (olhos amarelados) e vômito. Conforme a nota técnica emitida pela Dive-SC na sexta-feira (9) esses sintomas tendem a aparecer antes do quadro de hepatite aguda grave e aumento dos níveis de enzimas hepáticas.
Casos
A cidade com maior número de casos registrados foi em Florianópolis, onde, também, está a paciente mais nova com apenas cinco meses de vida. Já o primeiro caso foi registrado em Itajaí, em uma criança de sete anos, e depois em Balneário Camboriú, em um adolescente de 16 anos.
Suspeita de causa
Diversas possibilidades sobre a causa da doença já foram levantadas. A principal hipótese é a diminuição de exposição das crianças a vírus e bactérias durante a pandemia, que causou uma baixa imunidade.
Pesquisadores identificaram a participação de dois vírus, que juntos causaram casos graves. A infectologista da Dive, Aline Vitali Grando, explica que são vírus comuns e que a falta de exposição das crianças as deixou mais sensíveis a eles. “Essas crianças deixaram de se expor a esses vírus, que são muito comuns. Então, quando elas têm uma exposição aos dois vírus elas têm o risco de ter um quadro muito mais grave.”
Também foram levantadas hipóteses relacionadas aos efeitos colaterais das vacinas contra Covid-19, porém foram descartadas já que a maioria das crianças afetadas não tinha recebido nenhum dos imunizantes para o coronavírus.
Vacinas contra hepatite
Apesar desta hepatite ainda não ter sido identificada, Aline destaca que existem vacinas para dois outros tipos da doença, a A e a B. “Outra informação muito importante é que pelo menos para duas hepatites, a A e a B, nós temos vacinas. E essas duas vacinas fazem parte da rotina das crianças. Então é fundamental checar a carteira vacinal das crianças e as levem para os postos de saúde para atualização. Com isso elas estarão protegidas para outras doenças que podem ser muito graves”, explica.
Fonte: O Município































