“Meu filho morreu roxo na maca”: família denuncia demora em atendimento após queda em escola de SC
A morte de um menino de 8 anos em Santa Cecília, no Meio-Oeste de Santa Catarina, levantou suspeitas de possível negligência médica. A família denuncia que o garoto não teria recebido atendimento adequado mesmo após relatar fortes dores durante dois dias consecutivos. Segundo a mãe, o menino caiu durante uma atividade em uma quadra esportiva … Ler mais
Por Equipe Jornal Razão·28 mai 2025·6 min de leitura·Atualizado há 1 ano
Foto: Reprodução
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A morte de um menino de 8 anos em Santa Cecília, no Meio-Oeste de Santa Catarina, levantou suspeitas de possível negligência médica. A família denuncia que o garoto não teria recebido atendimento adequado mesmo após relatar fortes dores durante dois dias consecutivos.
Segundo a mãe, o menino caiu durante uma atividade em uma quadra esportiva na última terça-feira (21). Ele participava de ações do PETI (Programa de Erradicação do Trabalho Infantil) e contou à família que bateu o rosto no chão.
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Mesmo com o relato, ele retornou para casa aparentemente bem. No entanto, ainda durante a madrugada, acordou gritando de dor no olho. A mãe o levou ao posto de saúde do bairro, onde, segundo ela, o atendimento teria se limitado à garganta e ao ouvido. “Ele estava gripado e disseram que não era nada”, relatou.
Mais tarde, no mesmo dia, a família buscou atendimento com uma pediatra. Foi feito um raio-x, mas nada foi constatado. Aplicaram soro e o menino gravou vídeos para familiares, aparentando estar melhor.
Contudo, o quadro se agravou na madrugada de quinta-feira. O rosto do menino ficou inchado dos dois lados, os olhos roxos e ele reclamava de fortes dores abdominais. A mãe tentou atendimento novamente, mas o posto só teria pediatria no período da tarde. Quando finalmente foi atendido, a criança já demonstrava sinais de debilitação severa.
Mesmo com a tomografia não apontando fraturas, a médica decidiu pela internação. No entanto, a família relata que a autorização para transferência só veio horas depois.
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Durante o trajeto até a cidade de Caçador, o menino teria desmaiado no colo da avó. Ao chegar ao hospital, ele já estava desacordado. Tentativas de reanimação foram feitas, mas sem sucesso.
“O que mais dói é saber que, enquanto falavam de papelada, meu filho morreu ali, roxo, sem atendimento urgente”, desabafou a mãe.
Polícia Civil apura o caso
A Polícia Civil instaurou um inquérito para apurar a morte. O delegado Thiago Passos informou que familiares e profissionais já foram ouvidos e que o laudo da Polícia Científica ainda é aguardado. A investigação vai apurar se houve omissão de socorro ou falha no protocolo de atendimento.
O que diz a prefeitura
A administração municipal lamentou a morte da criança e declarou “profundo pesar” pela perda. Em nota oficial, afirmou que confia no trabalho dos servidores envolvidos e que colabora com as autoridades para o esclarecimento dos fatos.
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A prefeitura também aguarda os documentos técnicos da Polícia Científica para definir se adotará medidas internas.
Conselho Tutelar e imagens da escola
O Conselho Tutelar só foi acionado dois dias após a queda. A mãe ainda cobra acesso às imagens das câmeras da escola. Ela foi pessoalmente até a unidade, mas recebeu a resposta de que é necessário aguardar o trâmite legal. A família pretende registrar boletim de ocorrência para garantir o acesso ao material.
“Até o último suspiro, ele dizia: ‘eu caí na quadra, bati a cara no chão’. Foi isso que ele viveu e contou”, afirmou a mãe.
As próximas etapas dependem dos laudos da perícia e dos desdobramentos da investigação policial. Com informações ND.