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Vape faz mal? Os perigos do uso de cigarros eletrônicos

Atualmente é nas baladas e eventos sociais que um novo estilo de fumar vem ganhando espaço e conquistando cada vez mais os jovens: o uso do cigarro eletrônico, que se apresenta como algo novo, tecnológico e sem odor e, por isso, aparentemente, inofensivo.

Vape faz mal? Os perigos do uso de cigarros eletrônicos
Foto: Reprodução
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O queridinho atualmente nas baladas e eventos sociais, um novo estilo de fumar vem ganhando espaço e conquistando cada vez mais os jovens: o uso do cigarro eletrônico, que se apresenta como algo novo, tecnológico e sem odor e, por isso, aparentemente, inofensivo.

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O vape, um dos nomes dados ao cigarro eletrônico, não gera o cheiro de um cigarro tradicional e, por isso, muitas pessoas acreditam que não faz mal. Estão erradas. O cigarro eletrônico contém substâncias químicas, novos produtos do tabaco e essências tão deletérias para o pulmão quanto um cigarro comum. Esses produtos são ilegais no Brasil e mesmo assim são vendidos corriqueiramente.

Proibição no Brasil

Proibido de ser comercializado e importado no Brasil, segundo resolução nº 46/2009 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o vape ou pod, se apresenta com inúmeras opções de essências e formatos modernos, coloridos, mas escondem substâncias tóxicas, como nicotina, que causa dependência, além propilenoglicol e glicerina vegetal, que produzem acetaldeído, substância associada ao reforço do poder de dependência da nicotina. Além disso, o filamento aquecido dentro desses dispositivos é feito com metais, como níquel, latão, cobre e cromo, que são inalados conforme o líquido é aquecido, gerando o vapor que as pessoas consomem e exalam.

De acordo com a Pesquisa Nacional em Saúde, do Ministério da Saúde, em 2019, a prevalência de consumo da versão moderna do cigarro, que é febre em países como Europa e Estados Unidos, entre jovens maiores de 15 anos era de 0,6%. Atualmente, pós pandemia e retorno da vida noturna, certamente o índice já pode ter alcançado novos patamares. O ciclo, considerado vicioso, pode comprometer a saúde e o futuro de uma geração.

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De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o tabagismo é reconhecido como uma doença crônica causada pela dependência à nicotina presente nos produtos à base de tabaco. Mais do que isso, ele integra o grupo de transtornos mentais e comportamentais, uma vez que a nicotina é uma substância psicoativa.

“Os hábitos que envolvem o tabagismo – seja consumindo o cigarro comum, branco; o cigarro de palha; tabaco enrolado em papel; ou o vape – são nocivos à saúde como um todo. Não há na medicina nem na literatura indicação de consumo seguro de produtos à base de tabaco. E as consequências não são apenas um possível câncer de pulmão, mas aumento no nível de inflamações no corpo, doenças cardiovasculares como síndrome coronariana aguda, acidente vascular cerebral e trombose, além de doenças respiratórias, como enfisema pulmonar, que incapacita a qualidade de vida do paciente”, acrescenta o pneumologista.

Tratamentos

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Todos os tratamentos de saúde que envolvem tabagistas, os que fumam e querem parar de fumar, os que já fumaram por alguns anos e aqueles que mantém o hábito e não querem largá-lo, são individualizados. “Cada caso é um caso e deve ser discutido com o médico que acompanha a pessoa. Para quem fuma ou já fumou, são avaliados os hábitos de vida e pode ser indicada uma avaliação mais criteriosa, com exames de diagnóstico. O câncer de pulmão, por exemplo, é uma doença silenciosa, então, quanto mais cedo detectada, mais chances de um tratamento ser mais eficaz”, explica o médico Bruno Horta.

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