Uma advogada foi presa preventivamente na tarde desta quinta-feira (27), em Santa Catarina, durante uma investigação sobre o suposto desvio de valores pertencentes a internos do Complexo Penitenciário de São Pedro de Alcântara. A investigada é suspeita de envolvimento em crimes de apropriação indevida de recursos, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
O mandado de prisão foi cumprido pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), em apoio à 39ª Promotoria de Justiça da Capital. O nome da advogada e o local onde ela foi presa não foram divulgados.
Investigação começou após suspeita de saques
A apuração teve início na 1ª Promotoria de Justiça da Comarca de São José, após surgirem suspeitas de descontos e saques não autorizados nas contas de pecúlio de internos do complexo penitenciário. Essas contas concentram valores pertencentes aos presos.
Durante as diligências, o GAECO identificou indícios de que os fatos investigados poderiam ter ligação com uma facção criminosa. Diante dessa possível conexão, houve o declínio da competência para o Juízo especializado, enquanto a atribuição da investigação passou para a 39ª Promotoria de Justiça da Capital.
Advogada teria intermediado movimentações
Segundo a investigação, a advogada teria atuado como intermediária em movimentações financeiras envolvendo recursos pertencentes aos internos.
Os investigadores apontam indícios de utilização de mecanismos que teriam permitido a apropriação dos valores e a ocultação da origem e da destinação do dinheiro. As circunstâncias são apuradas também sob a suspeita de lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa.
A investigação identificou ainda indícios de tentativa de influência e intimidação de pessoas relacionadas à apuração. Esse ponto foi considerado para a decretação da prisão preventiva.
TJSC determinou prisão preventiva
A prisão foi decretada pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC). Segundo o MPSC, a medida busca garantir o andamento da investigação e impedir possíveis interferências na apuração.
O processo tramita sob sigilo judicial, o que restringe a divulgação de outros detalhes do caso. O Ministério Público informou que novas informações poderão ser apresentadas quando houver publicidade dos autos.
O GAECO é uma força-tarefa dedicada à identificação, prevenção e repressão de organizações criminosas em Santa Catarina. O grupo reúne integrantes do MPSC, das polícias Civil, Militar e Penal, da Receita Estadual e do Corpo de Bombeiros Militar.














