Marcelo Freitas de Oliveira morreu durante um treino de jiu-jitsu na academia Combat Core, na Rua Manoel Peres, bairro Praia João Rosa, em Biguaçu. Ele era aluno da unidade e natural de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.
Marcelo treinava com outro aluno no chamado “rola”, a prática livre de luta em que os alunos aplicam as técnicas um contra o outro, quando pediu que o companheiro se afastasse. Ele disse que precisava de espaço para respirar.
Treino interrompido
O colega interrompeu o treino e percebeu que o quadro piorava rápido. Foi ele quem chamou o mestre da academia, que treinava com outro aluno na mesma sala, para verificar o que estava acontecendo.
Ao chegar perto de Marcelo, o mestre notou olhar vítreo e sinais de alteração do estado de consciência. Começou ali mesmo as manobras de ressuscitação cardiopulmonar, a massagem cardíaca, enquanto o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência era chamado.
Atendimento do SAMU
O SAMU enviou uma equipe de suporte avançado ao endereço. Apesar do socorro iniciado ainda dentro da academia e do atendimento médico prestado no local, Marcelo não resistiu e morreu no tatame.
A Polícia Militar, a Polícia Civil e a Polícia Científica estiveram na academia. A linha inicial de apuração é de morte natural, sem indício de violência, e a causa exata ainda depende do trabalho da Polícia Científica.
Academia lamentou a morte
A Combat Core confirmou a morte em comunicado nas redes sociais e informou que a academia ficará fechada nos próximos dias, em respeito à família e pelo luto do aluno.
“Neste momento de dor, nos solidarizamos com a família, amigos e todos que conviviam com o Marcelo”, diz a nota.
Despedida
A despedida está marcada para esta quinta-feira (17), na capela Verde do Cemitério Parque e Crematório Jardim da Paz, na Rodovia SC 401, km 17, nº 2647, bairro João Paulo, em Florianópolis. O velório começa às 18h e se encerra às 21h.
Casos como o de Marcelo, de mal súbito durante atividade física intensa, costumam estar ligados a problemas cardíacos que não apresentam sintoma antes do esforço. É por isso que a avaliação médica periódica e o exame cardiológico são recomendados a quem pratica esporte de contato e treino de alta intensidade, mesmo para quem se considera saudável.
A academia não informou quando voltará a abrir. O resultado do exame que vai apontar a causa da morte não tem prazo definido para sair.














