O silêncio do domingo à tarde deu lugar ao desespero e à luta mais difícil da vida de uma família na comunidade de Colônia Cella, em Chapecó (SC). Por volta das 13h20 deste domingo (6), um bebê de apenas 1 ano e 3 meses foi encontrado boiando de bruços na piscina de casa. Sem saber por quanto tempo o pequeno ficou sob a água, o tempo congelou, mas a reação do pai precisou ser imediata.
Ao retirar o filho desacordado da piscina, o pai não esperou pelo resgate: guiado pelo amor e pelo desespero, deitou o menino no chão e deu início às manobras de ressuscitação cardiopulmonar. Pressionando o peito minúsculo do garoto e fazendo ventilação boca a boca, ele lutava a cada segundo para trazer o filho de volta. Durante os golpes no tórax, o pequeno começou a expurgar a água e o leite que havia ingerido, momento em que foi colocado de lado para conseguir respirar.
Sem tempo a perder, a família colocou a criança no carro e partiu em alta velocidade rumo ao Quartel Central do 6º Batalhão de Bombeiros Militar. No banco do veículo, o choro contido deu lugar ao alívio: ainda no trajeto, o garotinho começou a emitir os primeiros sons, mostrando que estava lutando para viver.
O choro do alívio nos braços dos bombeiros
Quando o carro estacionou no quartel, os socorristas encontraram o menino já respirando e com a cor da pele voltando ao normal. Rapidamente, os bombeiros retiraram as roupas encharcadas e o envolveram em cobertores e uma manta térmica para aquecer seu corpo gelado.
Enquanto recebia oxigênio pela máscara, o bebê soltou um choro alto e forte, o som mais bonito e esperado por todos ali, confirmando que suas vias aéreas estavam finalmente livres. O exame clínico confirmou que suas pupilas reagiam bem à luz. Logo em seguida, a equipe de Suporte Avançado (USA) do SAMU assumiu o atendimento e levou o pequeno para o Hospital Regional do Oeste (HRO), onde segue sob cuidados médicos após resistir bravamente ao pior.















