A comunidade escolar de Guabiruba, no Vale do Itajaí (SC) e todos que conviviam com o jovem professor de Matemática Flávio Albino Paiva Magalhães, de 24 anos, vivem um momento de profunda comoção. Com uma partida precoce e dolorosa, a tragédia que interrompeu sua caminhada de forma repentina também revelou um gesto supremo de amor ao próximo e generosidade: a decisão de sua família em doar seus órgãos, transformando o luto em recomeço para outras vidas.
Na manhã de segunda-feira (17), por volta das 6h50, Flávio seguia para mais um dia de trabalho quando sofreu um grave acidente na rua Sete de Setembro, no bairro Santa Rita. Imagens de câmeras de monitoramento registraram o instante em que o jovem derrapou com sua motocicleta e caiu na pista, sendo atingido na sequência por um caminhão.

Ele foi prontamente socorrido e encaminhado em estado grave ao Hospital Azambuja. Durante três dias, equipes médicas uniram esforços na tentativa de reverter o quadro, enquanto familiares, amigos e alunos se uniam em correntes de oração e esperança.
O protocolo final
No início da tarde desta quarta-feira (19), a confirmação que ninguém gostaria de receber partiu dos médicos: Flávio passou pelo protocolo de morte cerebral. Em meio à dor devastadora de perder um filho tão jovem e promissor, sua mãe, Elaine Mohr, e toda a família tomaram uma atitude nobre e humanitária: autorizaram a doação de seus órgãos.
Com este gesto de extrema empatia, a essência generosa do professor permanecerá viva no peito de outras pessoas que aguardavam por uma oportunidade de recomeçar. De acordo com a mãe, o corpo do jovem deve ser liberado na manhã desta quinta-feira (20) para as últimas homenagens.
A dor e a gratidão da comunidade escolar
A Prefeitura de Guabiruba e a equipe da Escola Municipal de Educação Básica Osvaldo Ludovico Fuckner (EMEBOLF), onde Flávio lecionava, publicaram notas oficiais prestando solidariedade aos familiares, colegas e alunos.

Em uma emocionante mensagem compartilhada pela escola, colegas e alunos expressaram o vazio deixado pelo jovem educador.
“Hoje, a EMEBOLF se despede de alguém que deixou muito mais do que ensinamentos. Deixou lembranças, carinho, risadas, aprendizados e marcas que permanecerão para sempre em nossa escola. Flavio foi professor, colega, amigo e parte da nossa história. Em cada sala de aula por onde passou, em cada aluno que ensinou e em cada pessoa que teve a oportunidade de conviver com ele, ficou um pouco de quem ele era. Hoje, nossa escola está mais silenciosa. Falta alguém na sala dos professores, falta uma voz nos corredores, falta um pedacinho de nós. Obrigado por ter feito parte da nossa história. Seu lugar em nossa memória e em nossos corações será para sempre“.




























