Familiares da mãe de menina morta relataram que ela era bastante agressiva
Durante uma coletiva de imprensa realizada na 3ª Delegacia Regional de Polícia de Blumenau nesta quinta-feira, detalhes foram compartilhados sobre a investigação que conduziu à prisão de um casal em Indaial, acusado da morte de Isabelly de Freitas, uma menina de três anos. O delegado Filipe Martins esclareceu que a investigação apurou a criação de um falso cenário de sequestro pelo padrasto e pela mãe da vítima para dissimular o crime.
Por Equipe Jornal Razão·7 mar 2024·4 min de leitura·Atualizado há 1 ano
Foto: Reprodução
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Durante uma coletiva de imprensa realizada na 3ª Delegacia Regional de Polícia de Blumenau nesta quinta-feira, detalhes foram compartilhados sobre a investigação que conduziu à prisão de um casal em Indaial, acusado da morte de Isabelly de Freitas, uma menina de três anos. O delegado Filipe Martins esclareceu que a investigação apurou a criação de um falso cenário de sequestro pelo padrasto e pela mãe da vítima para dissimular o crime.
A análise do caso revelou que a menina faleceu na segunda-feira, dia 4, e a polícia identificou tentativas de desviar as suspeitas, incluindo o uso estratégico de um carro cinza, rastreado até um motorista de aplicativo. Este último confirmou sua presença no local a pedido do padrasto, mas não relatou transporte de passageiros.
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Contradições nas declarações iniciais do casal e evidências coletadas contradisseram a alegação de desaparecimento da menina enquanto a mãe lavava roupas. Eventualmente, os acusados confessaram o crime, com o padrasto admitindo ter agredido Isabelly e a mãe sendo apontada como participante nas agressões subsequentes.
O corpo foi escondido em uma região de mata na rua Itajaí, onde o padrasto enterrou a menina. Com a ajuda deste no reconhecimento do local, a polícia conseguiu encontrar o corpo. Exames forenses complementares na residência detectaram presença de sangue em múltiplos cômodos.
Testemunhos de familiares e investigações anteriores descreveram a mãe como alguém com comportamento agressivo. O envolvimento direto de terceiros foi descartado pelas investigações.
O judiciário determinou a prisão temporária do casal, sendo este um desdobramento necessário para assegurar a continuidade das investigações.