Indígenas montam “aldeia” em Tijucas e surpreendem moradores: “o cacique que manda”
A presença de um grupo de indígenas embaixo da ponte da BR-101, no acesso principal à cidade de Tijucas, chamou a atenção de quem passou pelo local nos últimos dias. Com estruturas improvisadas feitas com lonas, galhos e até placas de trânsito utilizadas como varal, eles montaram o que chamam de uma “aldeia temporária”. O … Ler mais
Por Equipe Jornal Razão·16 abr 2025·4 min de leitura·Atualizado há 1 ano
Foto: Reprodução
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A presença de um grupo de indígenas embaixo da ponte da BR-101, no acesso principal à cidade de Tijucas, chamou a atenção de quem passou pelo local nos últimos dias.
Com estruturas improvisadas feitas com lonas, galhos e até placas de trânsito utilizadas como varal, eles montaram o que chamam de uma “aldeia temporária”. O espaço, porém, é visivelmente insalubre e sem qualquer estrutura mínima de higiene.
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Banhos são tomados com baldes, e o sustento do grupo vem da venda de artesanatos nas redondezas. De acordo com relatos dos próprios indígenas, eles vieram do estado do Paraná em busca de melhores condições. Recebem o Bolsa Família, mas alegam que o valor de R$ 900 não é suficiente para se manterem longe de casa.
Inicialmente, ninguém quis falar com a equipe de reportagem. “Só com o cacique presente”, disseram. Ele seria o único autorizado a dar informações.
A situação gerou desconforto entre moradores e ciclistas, que chegaram a pensar se tratar de um acampamento de pessoas em situação de rua. A instalação da “aldeia” acabou obstruindo parcialmente a passagem de pedestres e bicicletas, acentuando a preocupação com segurança e mobilidade no local.
O prefeito de Tijucas, Maickon Sgrott, esteve no local e conversou com os indígenas. Em nota, a administração municipal informou que a Secretaria de Assistência Social acionou a FUNAI, já que, legalmente, apenas órgãos federais podem intervir diretamente em assuntos relacionados a povos indígenas.
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Segundo o prefeito, o cacique teria se comprometido a retornar com o grupo para o Paraná ainda nesta terça-feira (16).
Enquanto isso, a presença do grupo sob a ponte segue gerando debates — tanto pelo aspecto humanitário quanto pelos desafios legais e sociais que envolvem a situação.