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Irmão encomendou “disciplina” de facção que terminou com homem morto a pauladas em Florianópolis

Foto de Por equipe <span style="color:#1877F2; font-weight:700;">Jornal Razão</span>

Por equipe Jornal Razão

Publicado em 17/04/2026 16h22
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Conforme a Polícia Militar de Santa Catarina, o mandante admitiu no local ter acionado os criminosos e foi preso em flagrante. Autor direto do homicídio foi identificado e segue foragido.

O homem morto a pauladas na Armação do Pântano do Sul, em Florianópolis, na noite da última quinta-feira, 16, pode ter sido executado a mando do próprio irmão.

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Conforme a Polícia Militar de Santa Catarina, o mandante acionou integrantes de uma facção criminosa para aplicar uma “disciplina” na vítima, e o ataque terminou em morte na frente da mãe dos dois.

A “disciplina” é um termo utilizado por facções criminosas para se referir a “cobranças” ou punições aplicadas contra pessoas que tenham supostamente desrespeitado “normas” impostas em comunidades onde os criminosos atuam. O castigo pode ir de agressões físicas a execuções, a depender da gravidade atribuída pela facção.

Marcos Adílio da Silveira, de 35 anos, foi atingido por golpes com um pedaço de madeira na cabeça e teve o tórax comprimido com uma bicicleta pelo autor direto das agressões. O crime aconteceu por volta das 18h25, na Servidão Izidório José Pires. A mãe da vítima presenciou toda a ação e tentou impedir o ataque, mas não foi atendida pelo agressor.

No local, o irmão da vítima chegou a admitir à guarnição que havia acionado seus “contatos” para comparecerem à residência e agredirem o próprio irmão. Em determinado momento, diante dos policiais, proferiu a frase “me prende então”. A declaração foi presenciada pela equipe e por terceiros. Diante dos elementos, os policiais deram voz de prisão ao mandante pela possível participação no homicídio, na condição de concurso de pessoas, previsto no artigo 29 do Código Penal.

Durante todo o atendimento, o conduzido apresentou comportamento hostil com a guarnição. Chegou a afirmar que os policiais “não sabem trabalhar”, chamou a equipe de “incompetente” e disse que “quem deveria estar na caixa é o meu irmão”. A postura configurou, segundo a PMSC, indícios de desacato. O celular pessoal dele foi apreendido para perícia e deve ajudar a identificar os contatos acionados antes do crime.

O autor direto das agressões foi identificado através das imagens de um sistema de monitoramento instalado nas imediações da residência. Trata-se de Antônio Carlos Pereira Santos, de 41 anos, natural de Santos, em São Paulo, conhecido no meio policial pelo vulgo “Bahia”. Ele tem passagens por posse de drogas, porte de arma branca ou simulacro, ameaça e disparo de arma de fogo. “Bahia” esteve no local durante o atendimento inicial e chegou a se apresentar à guarnição como “amigo da família”.

Marcos Adílio também era conhecido da polícia, com passagens por lesão corporal, violência doméstica, ameaça e tráfico de drogas. Segundo o relato da mãe, ele tinha histórico de uso de entorpecentes e, no dia do crime, estava em estado de intensa agitação, possivelmente sob efeito de substância análoga à cocaína. Apresentava comportamento paranoico, alegava estar sendo perseguido e passou a danificar objetos dentro de casa antes do ataque.

No interior da residência, a guarnição localizou cerca de 1 grama de substância análoga à cocaína e 5 gramas de substância análoga à maconha.

A Delegacia de Homicídios e a Polícia Científica estiveram no local e realizaram os procedimentos periciais. O corpo de Marcos foi recolhido e encaminhado ao Instituto Médico Legal para os exames de praxe. Até a última atualização, o irmão seguia à disposição da autoridade policial, e o autor direto das agressões estava foragido. O caso prosseguia em investigação.

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