A pelagem quase completamente branca chamou a atenção durante o resgate de um sagui encontrado ferido na tarde de sexta-feira (4), no bairro Rio Cerro II, em Jaraguá do Sul, no Norte de Santa Catarina. O animal apresenta leucismo e, segundo a Fundação Jaraguaense de Meio Ambiente (Fujama), pode ter sido vítima de um atropelamento.
A equipe da fundação recolheu o sagui e o encaminhou para uma clínica veterinária. Ele permanece em tratamento e, mesmo depois de recuperado, não deverá retornar à natureza na região.
Isso ocorre porque, embora pertença a uma espécie nativa do Brasil, o sagui não tem ocorrência natural em Jaraguá do Sul. Dessa forma, é considerado exótico no município, segundo a Fujama.
Após receber alta do tratamento, o animal deverá ser transferido para um centro de triagem de animais silvestres em Florianópolis, onde ficará sob acompanhamento especializado.
A aparência do sagui é resultado do leucismo, alteração genética que interfere na produção ou distribuição dos pigmentos e pode deixar os pelos parcial ou totalmente brancos. A condição não deve ser confundida com o albinismo.
Uma das características que ajudam a diferenciar as duas condições está nos olhos. No leucismo, a pigmentação ocular é preservada. No caso do animal encontrado em Jaraguá do Sul, os olhos permanecem escuros.















