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“Vai fazer falta nas nossas manhãs”: professor de 24 anos morre a caminho da escola na Grande Florianópolis

Conforme o sindicato da categoria, João Vitor Back sofreu complicações após um acidente de moto na BR-101 no trajeto até a Escola Maria do Carmo de Souza, no bairro Pachecos, em Palhoça. Velório e sepultamento acontecem nesta quinta-feira, em São Pedro de Alcântara.

“Vai fazer falta nas nossas manhãs”: professor de 24 anos morre a caminho da escola na Grande Florianópolis
Foto: Reprodução
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Ele saiu de moto para trabalhar, entrou na BR-101 no sentido da escola onde dava aula, no bairro Pachecos, em Palhoça, e não chegou. O professor João Vitor Back, de 24 anos, morreu na quarta-feira (12), em decorrência de complicações do acidente sofrido no trajeto, e deixou em luto toda uma comunidade escolar da Grande Florianópolis. A morte foi confirmada por familiares e pelo sindicato da categoria.

João atuava como segundo professor na Escola de Educação Básica Professora Maria do Carmo de Souza, unidade da rede estadual instalada no bairro Pachecos, e estava no início da carreira. Aos 24 anos, dividia as manhãs com turmas que agora escrevem sobre ele no passado.

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A função de segundo professor não é detalhe de organograma. Na rede estadual catarinense, é o profissional que permanece em sala ao lado do professor regente para garantir que estudantes que precisam de acompanhamento individualizado consigam acompanhar a aula. É um trabalho de vínculo diário, feito com os mesmos alunos, todos os dias, do primeiro ao último sinal.

O acidente na BR-101

Conforme o Sindicato dos Trabalhadores em Educação na Rede Pública de Ensino do Estado de Santa Catarina, o professor sofreu complicações decorrentes de um acidente de moto ocorrido na BR-101, justamente no deslocamento até a escola. As circunstâncias da batida não foram detalhadas.

O trecho é o corredor obrigatório de quem trabalha entre os municípios da Grande Florianópolis e corta Palhoça de ponta a ponta. Para boa parte dos servidores da educação, que atendem escolas fora do bairro onde moram, a rodovia é rotina de todo dia útil, feita antes de o sol firmar.

A morte foi anunciada por amigos e familiares nas redes sociais, e foi de lá que a notícia se espalhou pela comunidade escolar, alcançando colegas de trabalho e as próprias turmas dele.

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Homenagem do sindicato

O sindicato publicou uma homenagem a João Vitor e se solidarizou com a família, os amigos, os colegas de trabalho, os estudantes e toda a comunidade escolar, desejando que encontrem força e acolhimento diante de uma perda que classificou como precoce e dolorosa.

Entre as mensagens de amigos, uma descreveu o traço que todo mundo reconhecia nele. Um deles escreveu que o professor estava sempre “com um sorriso no rosto”, mesmo quando estava triste ou estressado, e agradeceu por tudo o que aprendeu com ele.

A turma se despede

Vai fazer falta nas nossas manhãs.

A mensagem foi publicada por uma das turmas em que ele lecionava, curta e direta, do jeito que os alunos escreveram.

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O impacto atinge a escola em duas frentes ao mesmo tempo. De um lado, colegas que trabalhavam com ele todos os dias. De outro, estudantes que dependiam do acompanhamento dele em sala e que agora precisam ser acolhidos no meio do ano letivo.

Velório e sepultamento

O velório começou às 7h desta quinta-feira (13), na Capela Mortuária de São Pedro de Alcântara, na Grande Florianópolis. O sepultamento está marcado para as 15h30.

As circunstâncias do acidente na BR-101 não foram divulgadas até o momento. As homenagens de amigos, colegas e alunos seguem sendo publicadas nas redes sociais.

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