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Jovem do Maranhão está foragido após assassinato de garota de 17 anos em SC

Adolescente foi colocada de joelhos à beira de um rio e executada com diversos disparos em Nova Erechim, dias após ser sequestrada dentro de casa em Maravilha. Dois autores estão presos, um deles ex-namorado da vítima, e um terceiro segue foragido.

Jovem do Maranhão está foragido após assassinato de garota de 17 anos em SC
Foto: Reprodução
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Colocada de joelhos à beira de um rio e morta com diversos disparos, uma adolescente de 17 anos foi executada em uma área de mata de difícil acesso no interior de Nova Erechim, no Oeste de Santa Catarina, dias depois de ser sequestrada dentro de casa. Natural do Maranhão, um dos três autores apontados no crime segue foragido. Os outros dois já estão presos, e um deles é ex-namorado da vítima.

O crime começou na noite de sábado, dia 4, em Maravilha. Segundo a Polícia Civil, a jovem estava em casa com a avó, por volta das 21h, quando homens armados invadiram a residência, a retiraram à força e a colocaram dentro de um veículo, um carro de aplicativo. Antes de fugir, levaram o celular da avó. Idosa e sozinha, ela ficou desnorteada e com medo, se trancou em casa e não conseguiu pedir socorro de imediato, o que atrasou em algumas horas o registro do desaparecimento. Do local, o grupo seguiu em direção à BR-282, sentido Pinhalzinho.

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No domingo, dia 5, diante do registro do desaparecimento, a Divisão de Investigação Criminal (DIC) de Maravilha assumiu o caso e iniciou uma sequência ininterrupta de diligências em Maravilha, Cunha Porã e municípios vizinhos. Com a coleta de depoimentos de testemunhas, os investigadores reconstruíram a dinâmica do sequestro, do homicídio e da ocultação do corpo.

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Corpo enterrado na mata

As informações levaram a polícia até a localidade de Linha Suspiro, às margens do Rio Chapecó, em Nova Erechim, uma região de mata fechada e de acesso complicado, a cerca de 40 quilômetros de onde a vítima foi capturada. Foi ali, na noite de terça-feira, dia 7, que a busca chegou ao ponto final. No meio da mata, as equipes encontraram marcas e pegadas recentes de barro. Seguindo os rastros, chegaram a um trecho de terra revolvida, ainda fresca, que destoava do relevo ao redor. Com o auxílio de uma enxada e de uma pá, os policiais começaram a escavar e localizaram os pés de uma pessoa, um deles ainda parcialmente vestido com uma meia.

O local foi imediatamente preservado, e a Polícia Científica de Chapecó foi acionada. Peritos criminais e o Instituto Médico Legal estiveram no ponto, além do Corpo de Bombeiros, chamado para auxiliar na escavação e na remoção do corpo. Segundo a polícia, a jovem foi levada até a beira do rio, colocada de joelhos e executada com diversos disparos na cabeça, na face e no peito, num quadro descrito pelos investigadores como típico de execução.

Depois da retirada do corpo, os policiais encontraram uma quantidade considerável de sangue dentro da cova, um indício de que a jovem foi morta ali mesmo, o que reforça as informações repassadas por uma testemunha.

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O que motivou o crime

Segundo a polícia, a motivação do crime estaria ligada a dois fatores. O primeiro, uma possível dívida relacionada a drogas. O segundo, o fato de a jovem ter se afastado do grupo criminoso ao qual o ex-namorado pertencia e comparecido a um evento com pessoas de um grupo rival, o que teria desagradado os autores.

Dois presos e um foragido

Com a autoria já identificada, a Polícia Civil partiu para a captura dos envolvidos, com apoio de equipes da Polícia Militar de Maravilha, Cunha Porã e do Tático de São Miguel do Oeste. Cézar Augusto Rodrigues Vaz, de Iporã do Oeste (SC), e Dionatan Luan dos Santos Barcarolo, conhecido como “Gordo”, natural de Alvorada, no Rio Grande do Sul, foram presos em flagrante pelo crime de ocultação de cadáver. O terceiro apontado, Saymon Araújo Cunha, natural de Açailândia, no Maranhão, não havia sido localizado até o momento e segue foragido.

Os três respondem pela investigação de sequestro, homicídio e ocultação de cadáver. Segundo levantamento da polícia, Cézar tem passagens por organização criminosa, porte de arma e ameaça. Dionatan responde por homicídio e tráfico de drogas. Saymon, o foragido, tem passagem por homicídio.

As investigações seguem em andamento. A Polícia Civil trabalha para esclarecer todas as circunstâncias do crime e verificar se outras pessoas participaram da ação. A captura do terceiro suspeito continua sendo uma das prioridades das equipes.

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